ANÁLISE EMERGÉTICA DO CULTIVO DE BAGRE
NO ALABAMA, EUA:UMA VISÃO GERAL

Ortega1, E.; Queiroz2 ,J.F.; Boyd3, C.E. e José M. Ferraz4

1 Engenheiro Químico, Ph.D. Engenharia de Alimentos , Professor, Universidade de Campinas 

2 Oceanógrafo, Ph.D. Ciências Agrícolas, Pesquisador, Embrapa – Meio-Ambiente

Químico, Ph.D. Química, Professor, Universidade Auburn

4 Biólogo, Ph.D. Ecologia , Pesquisador, Embrapa – Meio-Ambiente 

RESUMO

Dados sobre o status ambiental de tanques de cultivo de bagre( Ictalurus punctatus) no Cento Oeste do Alabama foram utilizados para elaborar-se um estudo de análise emergética. Diagramas de fluxos emergéticos e sua respectiva planilha preparados para avaliar-se a sustentabilidade dos sistemas de produção de bagre em tanques/reservatórios. Os índices emergéticos obtidos foram: Renovabilidade (R=18,6%); Razão do Lucro de Emergia (EYR=1,23); Razão do Investimento de Emergia (EIR) e Razão da Carga Ambiental(ELR) igual a 4,38; Razão de Troca Emergética (EER=2,23) e Transformidade(Tr = 870000 sej/J. Embora, esses índices revelarem alguma similaridade com sistemas de agricultura convencional dos Estados Unidos, a produção de bagre é menos dependente dos recursos não renováveis e apresenta índice de renovabilidade melhores do que outros sistemas de produção animal. Através da adoção de Melhores Práticas de Gerenciamento (Best Management Practices – BMP’s), os índices anteriores podem ser melhorados. O futuro global e as tendências nacionais implicam no desenvolvimento de sistemas agrícolas melhores e modelos agroecológicos, como aqueles sugeridos pelos documentos da Agenda 21. Assim, a definição destes modelos devem ser discutidos entre os setores produtivos e as agências governamentais de proteção ambiental com a finalidade de reduzir os impactos ambientais e sociais. Modelos matemáticos e simulações computacionais da produção de bagre no Alabama, devem ser desenvolvidos para conciliar bons padrões econômicos com as novas tendências mundiais. Estes modelos possibilitarão a quantificação dos benefícios ambientais promovidos pelas BMP’s e providenciarão, principalmente, alcançar sistemas de aquicultura mais sustentáveis.

Palavras-chaves: Criação de bagre, Oeste do Alabama, Índices de Emergia, Sustentabilidade.


INTRODUÇÃO

Análise Emergética

Todos os processos na natureza podem ser convertidos em energia equivalente, pois a energia constitui o principal substrato para as operações e modificações de todos os ecossistemas. É possível assumir que a medição apropriada dos fluxos energéticos em ecossistemas poderiam permitir-nos analisar qualquer sistema ecológico ou econômico. (Odum, 1971,1983,1996).A aquicultura, como qualquer sistema produtivo, depende de origens de energia internas e externas que podem ou não ser renováveis. A proporção de energia renovável utilizada em relação ao total de energia consumida é um índice da renovabilidade do sistema, uma avaliação quantitativa da sustentabilidade do sistema em vista das futuras tendências globais, conhecido como Desenvolvimento Sustentável(Odum,1996; Ortega,1997)

O mundo deve escolher entre a “Nova Revolução Verde” baseada na energia de origem fóssil, ou adotar a “Agricultura Sustentável”, baseada em métodos orgânicos e biológicos, que gradualmente provocarão a independência dos recursos não renováveis. Considerando a redução de valiosas origens de energia não renovável, como o solo e a depleção da biodiversidade, uma conseqüência do presente modelo econômico, as técnicas agroecológicas devem ser o principal setor da economia no futuro.( Odum & Brown,1998; Ortega,1998).

Para avançar nesta direção será necessário o uso de metodologias que permitirão a comparação correta entre diferentes alternativas tecnológicas (Mitsch,1989,1995). A este respeito é possível utilizar como uma medida comum a equivalência energética de cada recurso envolvido nos diferentes sistemas de produção.

Esta proposição usa índices de produtividade e sustentabilidade para avaliar as técnicas de produção rural. Há inúmeros métodos que usam análises termodinâmicas, os energéticos dos sistemas biológicos, e econômicas para avaliar sistemas de aquicultura. Os agrônomos normalmente usam métodos de “energia seqüestrada” que considera somente a entrada de materiais (Pimentel, 1989; Fluck & Baird, 1992). No presente estudo, um novo método conhecido como Análise Emergética (Odum, 1986,1996) foi aplicado. Emergia, escrita com “m”, é definida como toda a energia disponível utilizada em ecossistemas, para a produção de recursos. É a “energia incorporada em um produto” ou “memória energética”. (Scienceman, 1987; Odum,1986).

Objetivando a avaliação ambiental os seguintes índices de energia foram utilizados: Renovabilidade(%R), Razão de Lucro Emergético(EYR), Razão de Investimento Emergético(EIR), Razão de Carga Ambiental(ELR), Razão de Troca Emergética(EER) e Transformidade(Tr). Esses índices nos permitiram fazer a avaliação correta de uma boa criação de bagres, mas uma grande quantidade de situações podem ser esperadas em estudos futuros quando serão considerados a variabilidade observada no uso de ração, agrotóxicos, energia, resíduos e perdas, entre as criações estudadas. Esses resultados irão fornecer informações científicas para políticas públicas de apoio a proteção ambiental, assim como taxas para o uso da água e poluição, controle de efluentes, práticas de gerenciamento, etc. O objetivo é estabelecer regulamentos para a proteção ambiental que permitirão a sustentabilidade sócio-econômica dos sistemas de aquicultura, de acordo com regulamentos públicos expressos nos diferentes documentos programáticos. (Ortega et. al.,1998b; Odum,1998).


Criação de Bagres

A criação de bagres começou nos anos 40 e transformou largamente as atividades de aquicultura nos EUA. Em 1993, mais de 200.000 toneladas de bagre foram produzidos em 59.000 hectares de tanques de criação (3.500 Kg/ha ano). A atividade é concentrada principalmente no Sudeste dos EUA no Centro Oeste do Alabama, tendo mais de 3 décadas de sucesso econômico contínuo. A poucos anos atrás, houve um grande aumento na produtividade com o uso de uma ração melhor balanceada, altas densidades de peixe por metro cúbico de água, tratamento de doenças e práticas mais eficientes para o controle da qualidade da água. Estes desenvolvimentos tecnológicos permitiram maiores lucros, através da redução de custos de produção e aumento da área cultivada (Boyd & Tucker, 1995).

O tamanho das fazendas de cultivo de bagres estudadas varia de 4 a 60 hectares, sendo a área alagada 85% da fazenda. Um tamanho econômico para ótimos benefícios foi estimado em torno de 40 ha. A área dos tanques varia de 0,1 a 15 ha (média 5,4) e a profundidade de 1,2 a 1,5 m. O sistema mais comum no Alabama ó o tanque com divisor de águas. A área média de escoamento que cede água para o reservatório é de 6,32 hectare por hectare de tanque e a atividade mais comum desenvolvida as margens dos tanques é a criação de gado em pastagens. A característica topográfica é a de um prado levemente irregular e a origem das águas são a chuva, córregos, poços e rios.

A força de trabalho é pequena e geralmente constituída de um gerente e alguns trabalhadores rurais que alimentam os peixes, em grandes fazendas, mais de 80 hectares. Em fazendas menores as famílias assumem diretamente a responsabilidade pela manutenção, produção e controle dos tanques. A intensidade de trabalho é grande durante o verão, devido a um aumento no consumo de ração e também devido a problemas com a qualidade da água, principalmente eutrofização, que requer aeração. Normalmente, as famílias envolvidas no cultivo de bagre, no Alabama, têm um bom padrão de vida. As crianças pequenas, geralmente 2 por família, vivem com os pais até 17-18 anos, quando saem de casa para fazer faculdade.

Hoje em dia, a criação de bagre vem sendo questionada do ponto de vista ecológico. Uma das razões desta preocupação ecológica é o uso de ração com altos níveis de proteínas requerida para produzir-se bagre em tanques de crescimento. Substâncias químicas adicionadas aos tanques e a energia elétrica usada para enchê-los e para sua aeração também são motivos de preocupação ecológica. Se a pesca de arrastão não é devidamente feita, sedimentos podem ser suspensos e ir para os mananciais causando problemas na qualidade da água. Por este motivo, a análise emergética, uma ferramenta de análise ecossistêmica, é usada para avaliar o comportamento ambiental do cultivo de bagre.


Sistema de Produção

O cultivo de bagre (Ictalaurus punctatus) é em geral feito em grandes tanques artificiais em terras antes destinadas a agricultura ou pastagens. Um estudo recente de Boyd et al. (1998), mostrou que os tipos de tanques mais utilizados no Oeste do Alabama são tanques com divisor de águas e reservatórios com barragem. Estes tanques/reservatórios retém água corrente ou água bombeada de poços ou rios adjacentes a fazenda. Todos os tanques têm estruturas de drenagem feita de tubos de aço, que nos períodos de chuva intensiva drenam a água excedente (normalmente durante o inverno). A drenagem completa só é feita a cada 5-10 anos. A mudança ou renovação das águas do tanque é evitada por razões econômicas( Boyd & Tucker, 1995).

Aeradores são utilizados para manter-se a concentração de oxigênio dissolvido nas águas. A energia para a aeração dos tanques varia de 1,5 a 6,0 HP/ha. A maioria dos criadores não usa mais que 3,0 HP/ha (Boyd & Tucker, 1998).Normalmente fertilizantes não são usados e a troca de água não é aplicada. O tratamento de efluentes na colonização das bacias, nas áreas alagadas ou a irrigação propositada não são utilizados.





A reconstrução de represas é feita quando necessário e os sedimentos não são retirados dos tanques. Produtos químicos, como cal, fertilizantes, sais e pesticidas são freqüentemente utilizados. O cultivo de outras espécies de peixe, como por exemplo, a carpa é uma prática comum para o controle do plâncton. Em muitos casos as infiltrações de água compensam a quantidade de água que é extraída dos lençóis freáticos evitando que o tanque transborde.As infiltrações de água, na média, é de 1,5 mm/dia (0,556 m3/ m2/dia), o que não representa nenhum risco de contaminação dos lençóis freáticos pela percolação dos compostos adicionados aos tanques, como cal, sais e componentes fosforados dos fertilizantes e ração.



Figura 1 – Fluxos de Emergia de um tanque de criação de bagres, no Alabama, EUA.


O fosfato é usualmente absorvido pelo fundo dos tanques como sedimentos e se restringe amplamente a forma inerte. Masudo e Boyd (1994) encontraram valores de mais de 66% do fosfato adicionado as rações utilizadas restrito ao fundo dos tanques de cultivo de bagre. Em um estudo recente (Boyd et. al., 1999) demonstrou-se que o impacto causado pela adição de sais, para a redução da intoxicação por nitrito, sobre a forma de cloreto não apareceram significativamente. A quantidade de sal adicionada aos tanques não elevou a concentração de cloreto nem a condutibilidade elétrica específica acima dos níveis tolerados pelas espécies nativas de água doce da região. Então, desde que a concentração de cloreto nas águas dos tanques não seja alta, ela será baixa nos lençóis freáticos.

Todos os anos os tanques são abastecidos com alevinos – 10 a 15 cm de tamanho – produzidos em 7-10 meses por fazendas chamadas chocadeiras. O tipo de alimento usado pela indústria do bagre consiste de um comprimido com 28 a 36 % de proteína bruta. A razão entre o peso do alimento e o peixe produzido é chamada de Taxa de Conversão Alimentar ( Feed Conversion Rate - FCR) e geralmente decresce com o aumento da densidade de peixese taxas de alimentação. Geralmente, os bagres crescem em tanques com uma densidade de 10.000 a 12.000 peixes/hectare e após 6 a 8 meses, alcançam de 400 a 600 gramas. Então, os bagres são pescados com rede, geralmente sem a drenagem do tanque, sendo retirados do mesmo com um guindaste e colocados vivos em caminhões especiais para serem transportados até a planta de produção de peixe, localizada na própria fazenda ou redondezas. A eletricidade para o bombeamento e a aeração consumida é de 1.200 a 9.000 kWh/hectare por produção. Valores representativos são 33.000 e 4.000KWh/hectare para clima úmido e seco, respectivamente.Dependendo das taxas de evaporação e infiltração e da freqüência de drenagem, a eletricidade usada para o fornecimento e a manutenção dos níveis de água do tanque é em torno de 500KWh/hectare for clima úmido e mais de 2.000 kWh/hectare para clima seco. (Shelton & Boyd, 1993).

Os produtores de bagre normalmente recebem US$ 1,76 por quilo e a eletricidade custa geralmente US$ 0,06 a 0,10 por kWh no Sudeste dos EUA. Os gastos com eletricidade constituem uma pequena porção do custo de produção de bagre (Boyd et al., 1998). O orçamento da fazenda também inclui construção e manutenção de tanques, produção de alevinos, alimentação mecanizada do peixe, transporte de suprimentos e outros produtos, além do consumo da família do criador.

MATERIAIS E MÉTODOS

Uma descrição da criação de bagres no Oeste do Alabama é dada nas figuras 1 e 2. Todas as entradas de uma típica fazenda de cultivo de bagre com 25 hectare de tanques foram consideradas, incluindo contribuição da natureza (chuva, bacia hidrográfica, poços e correntezas, sedimentos) e as entradas econômicas (materiais, maquinário, combustível, serviços, taxas). Os fluxos, são transformados em energia solar equivalente ( sej – solar equivalent Joules) usando-se “transformidades”, um grupo de fatores de conversão energética obtido na literatura científica (Odum,1996).



Figura 2 – Diagrama de fluxos de emergia agregada da Criação de Bagres no Oeste do Alabama

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os fluxos emergéticos de uma fazenda de cultivo de bagre econômica do Centro Oeste do Alabama são mostrados na Tabela 1 e interpretados usando relações emergéticas (Odum,1996), listadas abaixo. É possível afirmar que os índices de emergia podem ser melhorados pela adoção de Melhores Práticas de Gerenciamento ( Best Management Practices – BMP’s) descritas por Boyd et al., (1998). O uso de BMP’s pode reduzir impactos ambientais causados pelas limitações locais, mau planejamento e gerenciamento pobre.

1. Razão de Renovabilidade: %R = 100 (R/Y) – A renovabilidade é um índice utilizado pela análise emergética para avaliar a sustentabilidade de alguns sistemas de produção. Ele é expresso em porcentagem, e é definido como a relação entre o conteúdo de emergia de recursos renováveis(R), como por exemplo, chuva, sedimentos, água superficial e subterrânea, biodiversidade e solo, dividido pelo total de emergia usada para se obter um produto específico expresso por (Y). O índice de renovabilidade obtido para a produção de bagres no Centro Oeste do Alabama é alto (~19%), quase comparável a sistemas de agricultura ecológica. Em outras palavras, 81% da emergia para produzir bagres vem de fontes de recursos naturais não renováveis (combustível fóssil), o que poderia caracterizar um sistema não sustentável em termos de consumo de recursos naturais não renováveis. Através do uso de técnicas ecológicas este índice pode ser aumentado, permitindo, desta forma, a realização de uma prática altamente sustentável em termos ambientais, sociais e econômicos da indústria de bagre nos EUA.

Os sistemas naturais têm valores de renovabilidade de, aproximadamente, 100% e técnicas agroecológicas se sustentam no uso de fontes de energia natural, como água corrente e biodiversidade. As energias solar e eólica poderiam ser utilizadas para os aeradores e bombas d’água. A integração da criação de animais como, galinhas e porcos, combinando agricultura e área florestal com sistemas de aquicultura podem fornecer meios de reduzir a entrada de ração comercial numa produção policultural de peixes. Um dos problemas nas próximas décadas será a carência de combustíveis fósseis (petróleo) que é atualmente a base da maioria dos sistemas produtivos em todo o mundo. Então, sistemas de produção com baixo percentual de índice de renovabilidade acarretarão em sérios problemas futuros.

2-Razão de Lucro Emergético: EYR=(Y/F) – A razão de Lucro Emergético é uma medida da incorporação de emergia da natureza e é expressa como sendo a razão entre o total de emergia investido (Y) da natureza e economia (F), por unidade de retorno econômico, que considera materiais e serviços utilizados. O EYR obtido para o cultivo de bagres no Centro Oeste do Alabama (1,23) é melhor do que sistemas produtivos de fazendas que usam a agricultura convenciona (1,10). Este índice pode aumentar, no mínimo em 1,0 até valores próximos a 2,0-3,0, através da incorporação de procedimentos ecológicos, como a integração entre área florestal e sistemas de criação de bagre.

 

Emergia do dólar nos EUA em 1999

1,25E+12 sej/dólar 

 

 

Cabeçalho da tabela de fluxos de emergia

 

 

Fluxo

 

 

energia (J/anoha)

Transfor-

Fluxos

 

 

 

 

 

Fator de

massa (kg/anoha)

midade

Energia

 

 

 

Número

Unidades

Conversão

dinheiro ($/anoha)

 

sej/unidade

sej/anoha

1,E+13











 

Fluxos de emergia da natureza

Recursos Naturais (I)

 

 

 

 

 

 

466,0

1,E+13

 

Renováveis ( R )

 

 

 

 

 

 

 

466,0

1,E+13

Chuva

 

1,33

m3/m2 ano

4,94E+10

6,57E+10

J/anoha

1,83E+04

119,9

1,E+13

Água de bacias hidrog. 

0,64

m3/m2 ano

4,94E+10

3,16E+10

J/anoha

4,85E+04

153,2

1,E+13

Água de poços (total)

0,42

m3/m2 ano

4,94E+10

2,07E+10

J/anoha

4,85E+04

100,5

1,E+13

Água de poços(inicial)

0,30

m3/m2 ano

4,94E+10

1,48E+10

J/anoha

4,85E+04

71,8

1,E+13

Sedimentos naturais

 

3076,0

kg/anoha

9,04E+05

2,78E+09

J/anoha

7,38E+04

20,5

1,E+13

Não renováveis (N)

 

 

 

 

 

 

 

0,0

 

Não identificados

 

0,0

kg/anoha

 

0,00E+00

J/anoha

0,00E+00

0,0

1,E+13

 

Fluxos de emergia da economia

Recursos econômicos (F)

 

 

 

 

 

 

938,0

1,E+13

 

Materiais (M)

 

 

 

 

 

 

 

755,5

1,E+13

 

Insumos

Lagoas e canais

 

160,0

$/anoha

 

160,0

$/anoha

1,25E+12

20,0

1,E+13

Casa e celeiro

 

160,0

$/anoha

 

160,0

$/anoha

1,25E+12

20,0

1,E+13

Maquinário 

 

160,0

$/anoha

 

160,0

$/anoha

1,25E+12

20,0

1,E+13

Alevinos

 

3500

peixe/anoha

 

1,75E+02

$/anoha

1,25E+12

21,9

1,E+13

Ração Balanceada

 

6250,0

kg/anoha

3,39E+06

2,12E+10

J/anoha

2,00E+05

423,8

1,E+13

Cal

 

113,0

kg/anoha

 

113,0

kg/anoha

1,00E+12

11,3

1,E+13

Fertilizantes

 

12,0

kg/anoha

 

12,0

kg/anoha

1,10E+12

1,3

1,E+13

Herbicidas

 

0,5

kg/anoha

 

0,5

kg/anoha

8,24E+14

42,8

1,E+13

Pesticida (CuSO4)

 

30,0

kg/anoha

 

30,0

kg/anoha

1,48E+13

44,4

1,E+13

NaCl (controle do nitrito)

800,0

kg/anoha

 

800,0

kg/anoha

1,00E+12

80,0

1,E+13

Outros produtos

 

15,0

$/anoha

 

15,0

$/anoha

1,25E+12

1,9

1,E+13

Eletricidade (bomba & aerador)

3000,0

kWh/anoha

1000,00

3,0E+06

J/anoha

2,00E+05

0,1

1,E+13

Combustível

 

230,0

kg/anoha

4,48E+07

1,03E+10

J/anoha

6,60E+04

68,0

1,E+13

 

Serviços (S)

 

 

 

 

 

 

 

182,5

1,E+13

 

Emergia necessária para fornecimento dos serviços da família

Água (família)

 

36000,0

kg/anoha

4940,00

1,78E+08

J/anoha

1,00E+05

1,8

1,E+13

Eletricidade (família)

4000,0

kWh/anoha

1000,00

4,0E+06

J/anoha

2,00E+05

0,1

1,E+13

Alimentação (família)

116,8

kg/anoha

1,02E+07

1,2E+09

J/anoha

5,00E+05

59,4

1,E+13

Vestuários (família)

80,0

$/anoha

 

80,0

$/anoha

1,25E+12

10,0

1,E+13

Saúde (família)

 

80,0

$/anoha

 

80,0

$/anoha

1,25E+12

10,0

1,E+13

Educação (família)

 

80,0

$/anoha

 

80,0

$/anoha

1,25E+12

10,0

1,E+13

Lazer (família)

 

80,0

$/anoha

 

80,0

$/anoha

1,25E+12

10,0

1,E+13

Telefone (família)

 

30,0

$/anoha

 

30,0

$/anoha

1,25E+12

3,8

1,E+13

Combustível (família)

200,0

$/anoha

 

200,0

$/anoha

1,25E+12

25,0

1,E+13

 

Emergia dos serviços externos

Mão de Obra Externa

 

50,0

$/anoha

 

50,0

$/anoha

1,25E+12

6,3

1,E+13

Administração Externa

120,0

$/anoha

 

120,0

$/anoha

1,25E+12

15,0

1,E+13

Serviços Públicos (taxas) 

100,0

$/anoha

 

100,0

$/anoha

1,25E+12

12,5

1,E+13

Seguros

 

50,0

$/anoha

 

50,0

$/anoha

1,25E+12

6,3

1,E+13

Subsídios

 

0,0

$/anoha

 

0,0

$/anoha

1,25E+12

0,0

1,E+13

Empréstimos(fundam. e inter.)

100,0

$/anoha

 

100,0

$/anoha

1,25E+12

12,5

1,E+13

 

Emergia Total 

Somatória fluxos

 

 

 

 

 

 

 

1404,0

1,E+13

 

 

Produção

Peixe

 

12767

unidades

 

 

 

Peso por unidade

 

0,4

kg/unidade

Fator

Energia

 

Total de massa produzida

5107

kg/anoha

5,65E+06

2,89E+10

J/ano/ha

 

Preço

Preço por unidade

 

1,76

US $/kg

 

 

 

Vendas

 

8998,8

US $/anoha

 

 

 

 

Emergias totais de entrada e saída

Emergia do produto

1,4E+16

Emergia das vendas

1,1E+16

 

Fluxos emergéticos agregados (vezes 1016)

R

=

466,0

N

=

0,0

I

=

466,0

M

=

755,5

S

=

182,5

F

=

938,0

Y

=

1404,0

 

Índices Emergéticos

TR =

Y/Qp

J equiv. Energia solar /Jproduto

Transformidade

486510

EYR =

Y/F

Energia capturada da Natureza

Razão de Rendimento Emergético

1,50

EIR =

F/I

Comprada / Gratuita

Razão de Investimento Emergético

2,01

ELR =

(N+F)/R

Não renovável / Renovável

Razão de Carga Ambiental

2,01

%R =

100 (R/Y)

Renováveis / Total 

Renovabilidade (%)

33,19

EER =

E produto

-------------

E dinheiro

Emergia agregada no produto 

------------------------------------------

Emergia dólares recebidos

Razão de Troca Emergética

1,25

 

Transformidade Mão de Obra Familiar

Emergia consumida pela família

Y família

6,42E+12

sej/ha /ano

Energia de trabalho local

E f.trabalho

9,55E+04

J/ha ano

Transformidade de Energia

Tr

6,73E+07

se/J

Tempo de Transformidade

Tr

5,50E+07

sej/hora de trabalho

 

Observações sobre o cálculo da transformidade da Mão de Obra Familiar

(1 pessoa) (2500 calorias/ pessoa /dia) (365 dias/ano) (4.18 J/ caloria) / 40 hectare  

considerando 8 horas de trabalho/dia/365 dias por 40 ha

 

Rentabilidade Econômica

Renda líquida

Vendas - Custo Econômico

2054

 

------------------------------ =

------------------------------------ = 

----------------- = 

29,6

Gastos anuais

Custo de Produção Econômica

6945

 

 

Perdas do Sistema (efluentes)

Evaporação da água

1,17

m3/m2 ano

4,94E+10

5,79E+10

J/anoha

4,85E+04

280,6

1,E+13

Infiltração de água

0,56

m3/m2 ano

4,94E+10

2,75E+10

J/anoha

4,85E+04

133,2

1,E+13

Transbordamento

0,44

m3/m2 ano

4,94E+10

2,17E+10

J/anoha

4,85E+04

104,9

1,E+13

Captação de água

0,20

m3/m2 ano

4,94E+10

9,83E+09

J/anoha

4,85E+04

47,6

1,E+13

Outros usos da água

0,32

m3/m2 ano

4,94E+10

1,58E+10

J/anoha

4,85E+04

76,6

1,E+13

Total de Sólidos Suspensos

2744,0

kg/anoha

9,04E+05

2,48E+09

J/anoha

7,38E+04

18,3

1,E+13

Fertilizantes

8,4

kg/anoha

 

8,4

kg/anoha

1,10E+12

0,9

1,E+13

Outros produtos

3,0

$/anoha

 

3,0

$/anoha

1,25E+12

0,4

1,E+13

Emergia total perdida

 

 

 

 

 

 

662,5

1,E+13

Tabela 1 - Contabilidade Emergética

 

3.a - Razão de Investimento Emergético: EIR = (F/I) – O EIR é a relação entre a soma de materiais e serviços (M+S) envolvidos no processo produtivo, que são expressos como retorno econômico (F), e a soma de recursos naturais, renováveis e não renováveis, expresso como (I). (I) é igual a (R+N).

3.b – Razão de Carga Ambiental: ELR = {(N+F)/R} – O ELR representa a relação entre os recursos não renováveis (N+F), dividido pelos recursos renováveis.

Observações para os índices 3.a e 3.b

Neste caso particular onde não há N, os índices são iguais. A razão obtida para ambos, na indústria do bagre no Alabama, foi 4,38, que é menor do que a média agrícola (7,0) e a criação animal (8,0). Assim, quando EIR e ELR do cultivo de bagre são comparados a outros sistemas de produção animal em uso nos EUA obtém-se a indicação de que a indústria do bagre tem melhor sustentabilidade do que as criações de galinha, porcos e gado que têm ELR médio igual a 12,0.

A produção de bagres estudada poderia ser considerada como um sistema de produção intensivo em termos de consumo de materiais, energia e serviços. A intensificação dos sistemas de produção de bagre através do desenvolvimento de técnicas mais avançadas e sofisticadas de cultivo forneceram, nos últimos anos, lucros maiores. Afim de alcançar melhores lucros, produtores investiram em maquinário destinado a reduzir insumos e custos por área de produção.

As atuais tendências mundiais indicam o uso de menos energia com baixos custos serão vantajosos no futuro. A aquicultura poderia encarar de frente problemas ocasionados pela abertura de mercado em conseqüência da globalização. Assim, sistemas de produção baseados em recursos naturais não renováveis podem não ser capazes de competir com sistemas caracterizados pelo investimento econômico menor (F) e grande contribuição natural(I) e podem ser insustentáveis num futuro próximo. Novos planejamentos técnicos combinados com planejamentos locais e regras comerciais devem ser considerados para avaliar e conduzir estratégias de desenvolvimento para sistemas que no momento demandam altos níveis de insumos não renováveis.

A criação de bagres nos EUA tem um grande potencial para superar algumas preocupações ambientais relatadas para a sustentabilidade, através da adoção de tecnologias simples e apropriadas e políticas ambientais. Então, uma das melhores formas para alcançar um índice ELR melhor é através da aplicação de BMP’s descritas por Boyd et al. ,(1998). Por exemplo: reduzir a erosão e suas conseqüências sobre as perdas de solo e sobre a deterioração da qualidade da água, isto pode ser evitado pela proteção das áreas adjacentes aos tanques de criação através do plantio de grama em áreas expostas, com a condição de que a grama no interior e exterior dos aterros do tanque evite o excesso de correnteza fora dos tanques, minimize a erosão do fundo dos tanques e de suas margens causada pela aeração incorreta; evitar o desperdício de água durante a pesca ; evitar que os tanques fiquem vazios durante o inverno; fechar as válvulas quando o tanque estiver vazio; fechar as válvulas ao renovar a terraplanagem; usar o próprio sedimento do tanque na terraplanagem; estender o cano de drenagem além das margens, de preferência até os rios; construir canais para diminuir a erosão; usar estruturas de concreto para reduzir a corrente de água ao longo dos canais de drenagem e liberar os efluentes do tanque em fossas naturais.

4 – Razão de Troca Emergética: EER = (Y)/{($).(Sej/$)} – Este índice é definido como a relação entre a emergia contida em um certo produto dividida pela emergia contida no dinheiro recebido por sua venda. O índice obtido no caso do bagre indica que seu sistema de cultivo está perdendo emergia através da troca com sistemas externos, que é composto pelos proprietários das plantas de processamento – os principais compradores do peixe. O sistema de cultivo de bagre no Oeste do Alabama gasta 2,23 vezes mais emergia para produzir peixes do que recebe nas vendas.

5 – Razão de Transformidade: Tr = (Y/Qp) – Para avaliar a eficiência de um sistema de produção, um índice pode ser usado para expressar a quantidade de recursos necessários para a obtenção de um produto específico. (Y) expressa a quantia total de emergia usada para obter-se um determinado produto, que é a soma de recursos renováveis e não renováveis (R+N) mais a soma de materiais e serviços (M+S). A transformidade do cultivo de bagres é obtida dividindo-se a emergia utilizada para produzi-lo (Y = 2,51 x 1016 Sej/ano ha.) pela energia contida no produto (Qp = 2,89 x 1010 J/ano ha). O índice de transformidade obtido para a produção de bagre no Centro Oeste do Alabama foi, portanto, de 870.000 sej/J, similar aos índices de transformidade de produtos vegetais, que variam de 100.000 a 1000.000, sendo ambos pouco menores do que índices de transformidade de outros sistemas de produção animal nos EUA, como por exemplo, frangos, porcos e vacas leiteiras (1.500.000 Sej/J).

 

CONCLUSÕES

Os sistemas de agricultura em uso corrente nos EUA são, em geral, dependentes de recursos não renováveis. Os índices emergéticos obtidos para a indústria de produção de bagre no Alabama também indica que há dependência destes, porém em menor proporção que outros sistemas de produção de proteína animal. Esta dependência de recursos não renováveis tem como componente principal, combustível fóssil, petróleo e seus derivados, como fertilizantes, pesticidas e produtos químicos envolvidos na elaboração de ingredientes básicos para muitas indústrias e serviços.

Atualmente, muitos destes sistemas existem e ainda estão em operação porque alguns países controlam veementemente o preço do petróleo, criando subsídios para todos os produtos obtidos dele, direta e indiretamente. Contudo, este recurso é limitado e há perspectivas que apontam para uma crise num futuro próximo. De acordo com especialistas, como Campbell (1997), a próxima crise do petróleo não pode ser evitada e estratégias para reduzir a dependência do mesmo devem ser tomadas, levando em consideração os novos planejamentos em desenvolvimento.

A aplicação de BMP’s (Boyd et al.,1998) permitirá o aperfeiçoamento da eficiência dos sistemas de aquicultura em geral, pela redução das perdas de solo pela erosão e da perda de água pelo transbordamento, escoamento, evaporação, infiltração e coleta. Como materiais e serviços também são relevados no cálculo de emergi total utilizada para produzir algo, eles precisam ser melhor gerenciados. Por exemplo, uso de ração para peixe com menores concentrações de proteínas de origem animal diminuirá o potencial de poluição das águas dos tanques de cultivo. Melhor ração para peixe significa melhor razão de conversão, que também significa melhor qualidade de água, efluentes com concentrações mais baixas de nitrogênio e fósforo e menor eutrofização das águas dos mananciais. Isto também implica em menores custos de produção, a longo prazo, devido a melhoria na eficiência de alimentação dos peixes o que tem um impacto direto na quantidade de materiais necessários a produção dos mesmos, como aeradores mecânicos e quantidade de ração. Uma redução nos serviços como a quantidade de aeração, entretanto, poderá reduzir o controle e o controle de crescimento de algas, ocorrendo também nos sistemas que utilizam ração de baixa qualidade e tiverem um gerenciamento pobre.

As recomendações para a adoção de mais sistemas de agricultura sustentáveis, sugeridas pela Agenda 21, a níveis globais e nacionais, poderiam servir de guia para serem feitos ajustes progressivos. Esses ajustes levarão a redução de impactos ambientais e sociais causados pelos sistemas de produção atuais de todo o mundo. Sistemas de aquicultura são considerados como um dos melhores caminhos para a produção de proteína animal afim de suprir a crescente demanda por alimentos. A criação de bagres no Oeste do Alabama já provou nas últimas décadas sua rentabilidade e seus benefícios na melhoria da qualidade de vida das pessoas daquela região norte americana. Portanto, o maior desafio para a indústria do bagre será o desenvolvimento e adoção de sistemas de cultura e técnicas de gerenciamento menos dependentes dos recursos não renováveis. Para isto, novos estudos precisam ser realizados para responder a estas questões.

 

RECOMENDAÇÕES

A qualidade dos dados avaliados e a perícia dos colaboradores tornou possível alguns avanços em relação a metodologia emergética, como por exemplo, a identificação do consumo familiar, o cálculo da transformidade para a produção local (bases de energia e tempo), a inclusão da contagem econômica, lado a lado com fluxos emergéticos na mesma planilha, a inclusão de efluentes líquidos, etc. Mas novas realizações serão necessárias como a descrição da água, ciclos do fósforo e do sódio, estimações ou medições da água que infiltra no subsolo ( quantidade e qualidade), discussão de como ponderar NaCl (renovável ou não), substituição de fluxos de dinheiro por fluxos de material ou energia, quando possível, um estudo completo dos efluentes líquidos, sólidos e gasosos, a estimação da energia necessária para o tratamento de efluentes e uma melhor descrição da correspondência entre BMP’s e Índices Emergéticos. 

A aplicação de modelos matemáticos e simulações computacionais que comprovam os efeitos positivos da adoção de BMP’s sugeridas por Boyd et al. (1998) serão feitos em estudos futuros.

 

AGRADECIMENTOS

Gostaríamos de expressar nossa gratidão as senhoritas Carla Lanzotti, Mara Cornélio e Maria Martha Conghos, estudantes do Laboratório de Engenharia Ecológica, Departamento de Engenharia de Alimentos da Unicamp, por sua gentileza em ajudar-nos com os diagramas e os cálculos emergéticos.

 

REFERÊNCIAS

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