Manual de Cálculo de Emergia
Módulo sobre Sistemas agrícolas no Brasil.
E. Ortega, M. Miller, M.H. Anami, E. Ccopa, P.R. Beskow, L.A. Margarido; A. K. Guimarães.
Laboratório de Engenharia Ecológica  e Informática Aplicada.  FEA, Unicamp. Campinas, SP, Brasil. 8-01-2001. Última revisão: 7-08-2002
Colaboração: UFSCar - DTAISER - Araras.

O cálculo do impacto sócio-ambiental de projetos é uma extensão da contabilidade econômica tradicional. A ferramenta de trabalho básica para a contabilidade sócio-ambiental é uma planilha onde se registram todos os fluxos de entrada e saída do sistema estudado e não apenas os fluxos monetários. Consideram-se todos os bens e serviços consumidos (da economia e da natureza) e também todos os produtos e resíduos produzidos.

Na prática, agregam-se linhas à planilha econômica tradicional para considerar:
(a) as contribuições da natureza,
(b) as perdas ou ganhos nos estoques internos do sistema,
(c) as despesas que o sistema acarreta em outros sistemas.

As primeiras linhas são incluídas para levar em conta os serviços ambientais.
As segundas permitem mensurar a eficiência do sistema.
As últimas correspondem as externalidades negativas, que a sociedade paga em vez das empresas que as geram.

Todos os fluxos, sejam materiais, serviços ou dinheiro, são convertidos em fluxos de emergia, conceito físico que considera toda a energia incorporada nos recursos a serem usados no sistema (Odum, 1996). É necessário dispor de dados de outros pesquisadores que estudaram os processos de transformação necessários para a produção de cada recurso e calcularam a eficiência sistêmica desse processo.

No cálculo de fluxos de emergia usa-se um fator de conversão, que é o valor inverso da eficiência sistêmica, o qual denomina-se Transformidade.  Colocamos uma tabela de transformidades no endereço: http://www.unicamp.br/fea/ortega/curso/transformid.htm

Aplicação: comparação de sistemas de produção

Este manual está ainda em construção e será submetido a diversas revisões nos próximos meses. A finalidade é mostrar como se calcula a emergia dos diversos fluxos de entrada e saída no balanço de emergia de sistemas agrícolas. O cálculo dos valores de emergia dos insumos e dos serviços da economia é relativamente simples, bastando achar a transformidade apropriada e, às vezes, realizar alguma conversão de unidades. Já no caso dos recursos naturais (tanto os renováveis quanto os não renováveis) a obtenção dos valores dos fluxos de recursos e sua conversão para fluxos de emergia exigem um esforço maior; para facilitar a compreensão do  cálculo,      mostraremos exemplos dos procedimentos seguidos para mensurar a contribuição das diversas fontes e estoques de energia que permitem o funcionamento do sistema. Os procedimentos de cálculo serão descritos na seguinte ordem:
 
(A) Contribuições ambientais do sistema externo
(A.1) Energia solar direta (radiação solar, vento, chuva);
(A.2) Energia gravitacional (ação da massa lunar);
(A.3) Energia do calor interno da Terra (soerguimento terrestre);
(A.4) Energia solar acumulada (biodiversidade); 
(A.5) Energia solar acumulada (estoques materiais);
(A.6) Energia da imigração humana. 
(B) Mudanças dos estoques internos 
(B.1) Energia do solo;
(B.2) Energia da biodiversidade local;
(B.3) Energia dos lençóis de água locais;
(B.4) Energia da infra-estrutura local;
(B.5) Energia das pessoas (cultura local).
(C) Insumos materiais
(C.1) Sementes ou mudas;
(C.2) Inoculantes;
(C.3) Acondicionadores de solo;
(C.4) Inoculantes;
(C.5) Fertilizantes;
(C.6) Pesticidas;
(C.7) Herbicidas;
(C.8) Outros insumos químicos;
(C.9) Infra-estrutura produtiva;
(C.10) Maquinário agrícola;
(C.11) Combustível e lubrificantes;
(C.12) Insumos usados na reciclagem;
(D) Serviços econômicos
(D.1) Mão-de-obra simples;
(D.2) Mão-de-obra tecnificada;
(D.3) Administração; 
(D.4) Assessoria; 
(D.5) Viagens e viáticos; 
(D.6) Seguridade social;
(D.7) Custeio;
(D.8) Seguro agrícola;
(D.9) Transporte;
(D.10) Beneficiamento e armazenagem; 
(D.11) Impostos e taxas;
(D.12) Serviços usados na reciclagem.
(E) Produtos e subprodutos
(E.1) Produto principal;
(E.2) Subprodutos;
(E.3) Resíduos.
(F) Perdas de insumos
(F.1) Fertilizantes;
(F.2) Pesticidas;
(F.3) Herbicidas.
(G) Serviços externos (pagos pela sociedade)
(G.1) Tratamento médico de trabalhadores e familiares;
(G.2) Tratamento de efluentes líquidos e sólidos.

Para o cálculo dos materiais e serviços utilizados na produção, os dados podem ser obtidos facilmente em anuários e em contatos com produtores, extensionistas e pesquisadores. As principais informações ,consumo e preço unitário dos insumos, podem ser obtidas na publicação Agrianual, editada pela empresa de consultoria FNP, de São Paulo. Também podem ser obtidos dados de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), de institutos de pesquisa estaduais (IAPAR do Paraná, IAC de Campinas, SP), de empresas estaduais de extensão rural (CATI-SP, EMATER-RS) e de consultas a Engenheiros Agrônomos. Algumas informações podem ser encontradas por meio de pesquisa nas páginas da Internet. O Censo Nacional Agropecuário também fornece dados valiosos.

A. CONTRIBUÇÕES AMBIENTAIS DO SISTEMA EXTERNO

CHUVA:
Internet: Instituto Nacional de Meteorologia e Instituto de Pesquisas Espaciais
CHUVA (continuação):

Considerou-se que a precipitação pluvial recebida no cultivo da soja corresponderia a 0,8 m3 de chuva por m2 por ano na região produtora do Paraná. O saldo anual de água (700 mm) poderia ser usado  para plantar milho ou trigo. Se a água trazida pela chuva for muita e bem distribuída,  pode permitir duas safras anuais. Em São Paulo poderíamos ter 1000 mm de coluna de água na safra da chuvas (soja) e 500 mm na safra da seca (milho). 

 

CHUVA (continuação):

Procede-se  à conversão de unidades:
primeiramente  para unidades de área (m3/ha/ano); hectare: 1 ha = 10000 m2 ;
depois para unidades de massa (kg/ha/ano);  densidade da água: 1 m3   corresponde a 1,0 E+03 kg;
finalmente para unidades de energia (Joule/ha/ano); energia livre de Gibbs da água 1 kg corresponde a 5,0 E+03 J.
A energia da água na agricultura depende de sua capacidade de solubilizar sólidos  existentes no solo agrícola para serem absorvidos pela planta;  a Energia Livre de Gibbs mede esse potencial de trabalho ecossistêmico. 
10000 m2  * 1000 kg 5000 J * =  5.0 E10 J m2
 1 ha                m3            kg                 ha . m3
Podemos agora  multiplicar o valor da precipitação pelo fator de conversão de unidades obtido acima.
0.8  m3  * 5.0 E10  J .m2  =   4.0 E10 J
m2. ano         ha . m3          ha. ano
CHUVA (continuação):

Obtido o fluxo de energia, procede-se a sua conversão em fluxo de emergia usando o valor da transformidade correspondente ao potencial químico da água de chuva (1.82 E+04 seJ/J). Feitas todas estas operações, temos o fluxo de emergia: 7.28 E+14 sej/ha/ano. O fluxo monetário equivalente da chuva é 196.76 US$ emergéticos/ ha/ano. 
Repare que o preço da terra agrícola depende, em grande parte, da quantidade e qualidade da água de chuva. 
A água de irrigação começará a ser cobrada em todas as bacias hidrográficas do país; o custo a ser cobrado inicialmente é estimado em 0.10 US$/m3. Será esta uma  estimativa correta?

B. MUDANÇA  DOS ESTOQUES INTERNOS (ACÚMULO OU PERDA)

PERDA DE SOLO:
 
A natureza produz solo em taxas muito menores que as taxas de consumo da agricultura convencional. A presença de árvores, arbustos e plantas companheiras no terreno de lavoura é importante porque elas evitam a erosão, recuperam terras, mantêm a umidade e as nascentes, bombeiam nutrientes com suas raízes. Mais importante que o consumo de nutrientes pelas culturas é a perda de nutrientes por erosão devida à chuva e ao vento. A taxa desta perda depende do tipo de terra, da declividade, do regime de água, do  tipo das culturas, do tipo de procedimentos agrícolas. Terras submetidas a tratamentos inadequados tem  sua produtividade diminuida e podem deixar de ser férteis e  ser abandonadas ou precisar ser recuperadas para retornar ao trabalho na agricultura. As tabelas seguintes mostram o conteúdo de matéria orgânica para diversos tipos de solos e a taxa de erosão para diversas culturas ou uso do solo . 

 
Matéria orgânica do solo:
  Tipo de solo    Porcentagem de matéria orgânica 
  Solo com muito húmus          5%
  Solo agrícola fértil        3 - 4%
  Solo de regiões semi-áridas         1 - 2%

 
Perda de solo agrícola:
 Cobertura ou uso do solo
Perda anual (ton/ha)
 Pastagens
0.4
 Floresta natural
(0.1) 
 Cerrado natural 
(0.4) 
 Plantação florestal (eucalipto ou pinus) 
10-15 
 Árvores frutíferas
(0.9) 
 Legumes e hortaliças
5-15
 Milho, cana-de-açúcar
10-40
 Arroz, batata
25
 Feijão, mandioca
35
PERDA DE SOLO (continuação): 
 
A perda de solo nas culturas que deixam o solo a descoberto é grande (20-40 t/ha/ano). Com o plantio direto essa perda é minimizada. No caso da soja, estima-se um valor pequeno, 1500 kg/ha/ano, na propriedade produtora de soja que adota a tecnologia plantio direto- herbicidas. Já no caso da opção orgânica, consideramos a perda como sendo nula e, na agroquímica, 15 t/ha/ano. Como o valor é dado em massa (kg de solo/ha/ano) procede-se à conversão para energia (Joule)  através do seguinte cálculo, que requer conhecimento do conteúdo de matéria orgânica do solo: 

1500 kg de solo * 0.04 kg matéria orgânica * 5400 kcal  =  3.24 E+05 kcal
  ha . ano                           kg de solo                 kg m.o.         ha. ano 

Depois multiplica-se  pelo fator de conversão: 4186 Joule/ 1 kcal. Obtido o valor energético em termos do valor calórico da matéria orgânica seca do solo, é então possível utilizar-se a transformidade correspondente constante da tabela  (7,38 E+04 sej/J) para obter o fluxo de emergia: 1.00 E+14 sej/ha/ano. O fluxo monetário equivalente é de 27.03 US$ emergéticos/ha/ano.  Observação: assim como no caso da água, o consumo exagerado de solo pode vir a ser taxado nas bacias hidrográficas para otimizar o uso dos recursos produtivos. 
 

BIODIVERSIDADE: Recuperação, equilíbrio ou perda de reservas de biodiversidade
 
Pode-se estimar  a quantidade de biomassa que deixa de ser produzida (ou passa a ser produzida) nas áreas incorporadas à lavoura de soja (ou à reserva florestal legal, permanente ou funcional). No caso de produtividade em massa (kg de biomassa/ano), procede-se de forma a considerar no cálculo a umidade média da biomassa (60%) e a respectiva transformidade.

  Produtividade primária de biomas (E. Odum, s/d) em quilojoules por metro quadrado por ano :
Bioma  Produção
kJ/m2/ano
Bioma  Produção
kJ/m2/ano
Bioma  Produção
kJ/m2/ano
01. Deserto
60
02. Deserto arbustivo
1320
03. Agricultura (subsistência)
1528
04. Oceano aberto 
2420
05. Tundra ártica e alpina 
2650
06. Áreas semidesérticas
2650
07. Plataforma continental
6620
08. Pradaria temperadas
9240 
09. Lagos, rios, córregos
9450
10. Arbustos (clima   temperado)
11340
11. Agricultura comercial
12290
12. Floresta boreal de  coníferas 
13100
13. Savana tropical 
13440
14. Floresta temperada decídua
22210
15. Pântanos tropicais
35280
16. Estuários tropicais 
35280
17. Algas sésseis 
35280
18. Florestas tropicais 
36160

PERDA OU INCORPORAÇÃO DE PESSOAS:

Inclusão ou exclusão

Considerando a agricultura agroquímica como referência, observa-se que a produção orgânica gera emprego e a opção plantio direto-herbicidas gera desemprego. A produtividade das opções  plantio direto-herbicidas e  agroquímica é a mesma, derivando o lucro da opção plantio direto-herbicidas  da dispensa de trabalho humano na lavoura (suspensão do corte manual e da capina). O que pode vir a ser "vantagem" para o grande agricultor pode ser "desvantagem" para o pequeno e médio agricultor que não pode adotar essa tecnologia intensiva em recursos energéticos e econômicos e que elimina trabalho braçal  (emprego rural). E acima de tudo, desvantagem para a sociedade, que passa a assumir o ônus do desemprego rural e as despesas diretas e indiretas do êxodo para as cidades e da favelização e marginalização decorrentes. Este fato deve ser considerado na discussão de políticas públicas para a agricultura. As pessoas são uma fonte de energia na produção rural e, portanto, a perda dos trabalhadores pode ser estimada como trabalho que deixa de ser utilizado (plantio-direto-herbicidas) ou passa a ser agregado (orgânica). 

C. INSUMOS MATERIAIS SEMENTES:
 
Na produção agrícola usam-se 60 a 90 quilogramas de sementes por hectare por ano (kg/ha/ano). 
Identificamos três tipos de semente: 
Semente orgânica produzida pelos agricultores (transformidade: 1.0 E12 sej/kg); 
Semente híbrida ou fiscalizada de empresas      (transformidade: 1.0 E12 sej/kg); 
Semente transgênica resistente a herbicida        (transformidade estimada: 1.0 E13 sej/kg); 

Obtenção do valor da transformidade por kg de soja:
 5400 kcal        4186 Joules  = 1.8 E7 Joules
 kg de semente            kcal             kg semente 

1.8 E7 Joules      * 66000 sej = 1.05 E+12 seJ 
kg semente seca     Joule           kg semente seca

Considera-se que o investimento tecnológico e de comercialização e propaganda é alto na produção da semente transgênica,  por isso o valor é dez vezes maior, sobretudo sendo ela  proibida no país.
 

Sementes (continuação):
 
O fluxo monetário equivalente é obtido multiplicando o fluxo de emergia das sementes pelo valor emergético do dólar no Brasil em 1998 (3,70 E+12 sej/US$). Este útimo valor foi estimado a partir dos valores da transformidade do dólar no Brasil existentes na tabela de transformidades, os quais foram calculados a partir de  valores dos censos econômicos de 1981,1989 e 1995. 

(0.85- 8.5) seJ  *  3.7 E12 US$  =   23-230 US$ emergéticos
 ha . ano                     dólar                     ha. ano 

O preço das sementes utilizado nos cálculos varia entre 0.20 e 0.40 US$/kg. Obtém-se o fluxo monetário real em             US$/ ha/ano multiplicando-se  o custo unitário pela quantidade utilizada de sementes  . 
 

MUDAS:

Em algumas culturas agrícolas  usam-se  mudas. Como não existe um valor tabelado para emergia de inoculante, há necessidade de  usar o valor monetário e a transformidade do dólar no Brasil.
x kg       *  y dólares  *  3.7 E12 seJ  =  z  US$ emergéticos
ha . ano          kg                 dólar                   ha . ano 

Multiplica-se o volume consumido  (kg/ha/ano) pelo preço unitário do produto (US$/kg)  e pela transformidade (3,70E+12 sej/US$). Neste caso o fluxo monetário equivalente (em US$ emergéticos/ha/ano) é idêntico ao fluxo monetário real pelo fato de ter sido utilizada a transformidade em dinheiro. 
 

INOCULANTES:

Na produção de soja com o uso de herbicidas convencionais são utilizados 1,7 quilogramas de inoculante por hectare por ano. Como não existe um valor tabelado para emergia de inoculante, há a necessidade de usar o valor monetário e o fator de conversão do valor monetário no Brasil em termos de emergia. Multiplica-se o volume consumido pelo preço unitário do produto e pela transformidade da moeda.
1.7 kg    * 0.86 dólar  * 3.7 E12 sej    =  5.45 E12 sej 
ha . ano         kg                    dólar               ha . ano 

O fluxo monetário equivalente, 1.46 US$ emergéticos/ ha/ano  é idêntico ao fluxo monetário real pelo fato de ter sido utilizada a transformidade em dinheiro. Observação: a despesa emergética com inoculante é pequena em relação ao benefício que ele traz ao sistema em termos de nitrogênio atmosférico capturado. 
 

CALCÁRIO:

As terras de diversas regiões do Brasil são ácidas e respondem postivamente (em produtividade) à adição de material calcário. As tabelas  fornecem valores de transformidade para calcário em termos de emergia solar por massa (seJ/kg).
2000 kg de calcário   *   1.0 E12 seJ      =  2.0 E+15 seJ
  ha . ano                        kg de calcário            ha. ano
FERTILIZANTES:

Podem ser usados diversos tipos de nutrientes:
(a) Fertilizantes químicos solúveis;   (b) Esterco;   (c) Rocha moída; 
(d) Adubo verde,   (e) Compostos;   (f) Resíduos (rurais e urbanos). 

Os fertilizantes químicos solúveis podem ser: 
(a) Fosfatos de diversos tipos;  (b) Nitratos e amônia;  (c) Sais de Potássio;.
(d) Misturas com diversas razões de N, P, K.
 

FERTILIZANTES (continuação):
 
As tabelas de transformidade fornecem valores para os fertilizantes de três formas: 
(a) seJ/J de fertilizante; (b) seJ/kg de fertilizante e (c) seJ/kg do elemento ativo. 
                                              Transformidades 
                    seJ/J fertilizante  sej/kg fertilizante  seJ/kg elemento 
 Nitrogenados    (1 860 000)        38.0 E11          46.0 E11 
 Potássicos         (3 000 000)       11.0 E11          17.4 E11 
 Fosfatados      (10 100 000)        39.0 E11        178.0 E11 

As transformidades mais usadas são as dadas em termos de massa (seJ/kg de fertilizante). 
300 kg de fosfato   *    39 E11 seJ     =   11.7 E+14 seJ
ha . ano                      kg de fosfato                ha. ano 

Pode-se usar valores ponderados em função da proporção de cada tipo de sal químico. 
A proporção de N, P, K costuma ser indicada no nome do fertilizante.
 

FERTILIZANTES (continuação):
 
Exemplo:
Fertilizante (10,20,20). Os valores indicados entre parênteses são as porcentagens de N, P2O5 e K2O no fertilizante. 
As relações dos pesos moleculares são:  [P/P2O5]=0.437 e [K/K2O]=0.83
46E11(1.0)(0.1)+17.4E11(0.437)(0.2)+178(0.83)(0.2) = 4.6 E11 + 1.53 E11 + 29.54 E11 = 35.7 E11 seJ/kg

300 kg fertilizante (10,20,20) 35.7 E11 seJ  =  10.7 E+14 seJ
   ha . ano                                        kg                       ha. ano 
 

PESTICIDAS E HERBICIDAS:
 
As tabelas de transformidade fornecem valores para os pesticidas e herbicdias de duas formas: 
(a) seJ/J de fertilizante; (b) seJ/kg de fertilizante. 
                                              Transformidades 
                           seJ/J substância      sej/kg substância 
Pesticidas (geral)       1 970 000         1.48 E13 
Herbicidas (geral)          -                   1.48 E13 

As transformidades mais usadas são as dadas em termos de massa (seJ/kg). 
10 kg de pesticida  *   1.48 E13 seJ       =   1.48 E+14 seJ
     ha . ano                 kg de pesticida              ha. ano 

1.5 litros herbicida 0.7 kg  1.48 E13 seJ  1.55 E14 seJ 
      ha . ano                1 litro       kg herbicida          ha. ano 

A densidade emergética dos agrotóxicos é alta devido ao fato de ser seu processo de fabricação muito intensivo no uso de recursos energéticos não renováveis. Na metodologia emergética (Odum, 1996) não se dispõe, no momento, de valores de transformidade específicos para os diversos tipos de pesticida (inseticida, acaricida,  fungicida, etc.), portanto para todos eles usamos o valor geral. 
 

COMBUSTÍVEL:
 
Na produção de soja convencional são empregados 80 litros de combustível por hectare por ano. Aqui também há a necessidade da utilização de um fator de conversão. Esse fator corresponde às operações seguintes: 

0.75 kg * 10000 kcal * 4186 J   =   3.14 E+07 J
  litro              kg            1 kcal              litro

Este fator (em J/litro) nos permite converter o fluxo de combustível (litros/ha/ano) em fluxo de energia (J/ha/ano). 
A seguir multiplica-se pela transformidade encontrada na tabela (6,6 E+04 sej/J). Assim, obtém-se o fluxo de emergia, no caso: 2,07 E+12 sej/ ha/ano. O fluxo monetário equivalente é de 56,00 US$ emergéticos/ha/ano. 
Foi considerado um preço de 0.36 US$/litro para o combustível. O fluxo monetário correspondente é 28,80 US$/ha/ano. 

Geralmente o valor emergético é maior que o econômico,  o que pode ser interpretado como subsídio temporário à economia causado pelo baixo preço do petróleo e de seus derivados, fruto de uma situação injusta forçada por intervenção política e militar no Oriente Médio. 
 

MAQUINÁRIO e INFRA-ESTRUTURA:
 
Pode-se considerar que um trator de 3000 kg de aço atende às necessidades de 300 ha. 
E, também que o trator é depreciado em 10 anos. 
3000 kg            =  1 kg de aço
300 ha 10 anos         ha. ano 

Para obter o fluxo de emergia usa-se a transformidade do aço trabalhado 
                                                    Transformidades 
                                           seJ/J produto de aço    sej/kg produto de aço 
Maquinaria de aço, veículos    (75 E6 - 139 E6)          67.0 E11 

1 kg de aço 67 E11 sej    = 6.7 E12 seJ   . 
   ha. ano          kg de aço            ha.ano

Sabendo-se que 1 dólar corresponde a 3.7 E12 seJ, para obter-se o fluxo monetário equivalente, multiplica-se o valor obtido por  1/ 3.7E12. 

  6.7 E12 sej *   1   dólar     1.8 em-dólares
    ha. ano         3.7 E12 sej        ha. ano 

Assim, o  fluxo monetário equivalente é de 1.8 US$ emergéticos/ha.ano. 
O preço unitário do trator é  2 US$/kg. O fluxo monetário real é 2 US$/ ha.ano. 
 

D. SERVIÇOS ECONÔMICOS MÃO-DE-OBRA:

A mão-de-obra provém de um subsistema do sistema agrícola, que pode estar localizado dentro da unidade rural ou na cidade. Para que haja disponibilidade do trabalho do chefe de família é necessário que ele consiga dinheiro suficiente para pagar todas as despesas da família. Se o trabalhador e sua família estiverem no meio rural e o meio ambiente estiver em boas condições,  ele pode  conseguir recursos gratuitos da natureza que de outra forma teria que adquirir na cidade usando dinheiro. A qualidade de vida do trabalhador rural depende da existência de reservas florestais que possam lhe proporcionar: frutas, caça, diversão, sombra e água fresca, pesca, remédios, etc. O salário mínimo deve ser suficiente para que a família do trabalhador possa viver com um mínimo de dignidade, segurança e conforto, e libere o chefe de família para oferecer 8 horas por dia de trabalho agrícola de boa qualidade. O empregador paga o salário e assume certos encargos sociais que revertem em forma de serviços oferecidos pelo governo (educação, comunicações, pesquisa, cuidados preventivos com a saúde, atendimento médico).

 
  CÁLCULOS DA TRANSFORMIDADE DA MÃO-DE-OBRA
Considerações para  cálculo da transformidade em termos de emjoules solares por Joule (sej/J):

Um trabalhador braçal no meio rural no Brasil, em 2001, recebia um salário mínimo de R$ 180,00. A taxa média de câmbio nesse ano foi de 2.6 Reais/dólar.

Emergia do salario anual:
180 Reais 13 meses 1 dólar   3.7x10E12 sej = 3.33x1015 sej/ano     mês            ano      2.6 Reais      1 dólar 

Energia anual dispendida pelo trabalhador:
3200 kcal  365  dias  4186 Joules  =  48.89  x 108  J/ano     dia             ano            1 kcal 

Sendo assim a transformidade de seu trabalho era :
Tr = 3.3   E15  sej =  673 469 sej/J
        4.9   E09  J 


  TRANSFORMIDADE DA MÃO-DE-OBRA:
 
Considerações para  o cálculo da transformidade em sej/J  (ano 2001):
Trabalho Simples          : 1 SM: aproximadamente 670000 sej/J * 1.0  = 6.7  x 105  sej / J
Operador de Máquina  : 3 SM: aproximadamente 670000 sej/J * 3.0  = 1.9  x 106  sej / J
Técnico Agrícola          : 5 SM: aproximadamente 670000 sej/J * 5.0  =  3.3  x 106  sej / J
Técnico Nível Rural     :10 SM: aproximadamente 670000 sej/J * 10   =  6.7  x 106  sej / J
Professor Universitário :25 SM: aproximadamente 670000 sej/J * 25   = 16.7 x 106  sej / J

Considerações para o cálculo da transformidade em emjoules solares por hora (sej/h):

Trabalho Simples        : 6.7E5 sej/J * (4186 J/kcal) * (3200 kcal/dia) * (1dia/8 h) = 1.1 E12 sej / h
Operador de Máquina: 1.9E6 sej/J * (4186 J/kcal) * (3000 kcal/dia) * (1dia/8 h) = 3.0 E12 sej / h
Técnico Agrícola        : 3.3E6 sej/J * (4186 J/kcal) * (2500 kcal/dia) * (1dia/8 h) = 4.3 E12 sej / h
Técnico Nível Rural    : 6.7E6 sej/J * (4186 J/kcal) * (2500 kcal/dia) * (1dia/8 h) = 8.8 E12 sej / h
Professor Universitário:1.7E7 sej/J * (4186 J/kcal) * (2500 kcal/dia) * (1dia/8 h) = 2.2 E13 sej / h
 

MÃO-DE-OBRA SIMPLES:
 
No caso da produção convencional de soja com herbicidas, a técnica agrícola empregada dispensa a mão-de-obra simples, portanto consideramos como igual a zero o valor  de horas de trabalho manual por hectare por ano.

O conceito homem-dia significa 8 horas de trabalho por dia, ou 8 homens-hora. Aqui há a necessidade de utilizar  um fator de conversão, já que a quantidade é apresentada em horas/ha.ano. 

Esse fator é 1,67E+06 J/hora e é obtido da seguinte maneira: 

3200 kcal * 4186 J  * 1.0  homem-dia =   1.67 E+06 J 
dia              1 kcal        8 homens-hora       homem-hora 

A multiplicação deste fator pelo número de horas de trabalho simples utilizada  permite obter o fluxo de energia em J/ha.ano (se o valor for diferente de zero) e a transformidade  a ser utilizada é 4.0 E+05 sej/J.  Multiplicando-se os valores mencionados, obtém-se o fluxo de emergia em sej/ha.ano.

Se multiplicássemos este valor pela razão emergia/dólar para o Brasil nesse ano, obteríamos o fluxo monetário equivalente,   em dólares emergéticos/ha.ano. Este valor é denominado também valor macroeconômico ou em-dólares. 

O preço da mão-de-obra simples considerado foi de 0.33 US$/hora. 
 

MÃO-DE-OBRA QUALIFICADA:
 
São necessárias 0,8 horas de trabalho qualificado por hectare por ano na produção convencional de soja com herbicidas . 
Também há  necessidade de utilizar  um fator de conversão, já que a quantidade é apresentada em horas/ha.ano. Esse fator é 1,31E+06 J/hora e é obtido da seguinte forma: 

2500 kcal * 4186 J   1 dia     =  1,31E+06 J
    dia            1kcal       8 horas          hora

A multiplicação deste fator pela quantidade de horas de trabalho qualificado necessária  permite obter o fluxo de energia: 1,05E+06 J/ha.ano. 
A transformidade utilizada é 1,2 E+06 sej/J, valor 3 vezes maior que a transformidade da mão-de-obra simples. 
Multiplicando-se  os valores mencionados, obtém-se o fluxo de emergia. O preço da mão-de-obra qualificada é 0,58 US$/hora. 
 

MÃO-DE-OBRA ADMINISTRATIVA:

Na produção de soja com herbicidas e plantio direto, este valor é fornecido em dólares por hectare por ano (4.28 US$/ha.ano). Por isso, a transformidade utilizada é 3.70E+12 seJ/dólar e o fluxo de emergia é 1.58E+13 sej/ ha.ano. 
O fluxo monetário equivalente e o fluxo monetário real são iguais (4.28 US$/ ha.ano). 
USO DE MAQUINÁRIO AGRÍCOLA:
 
Este valor é fornecido em dólares por hectare por ano gastos na produção de soja com herbicidas e plantio direto. 
Corresponde aos trabalhos de: 
(a) Preparação;  (b) Semeadura  e (c) Colheita. 
Também pode incluir: 
(d) Beneficiamento no local,  (e) Transporte e (f) Limpeza, secagem e armazenamento. 

Temos duas alternativas de cálculo: 
1. Usar o valor monetário relativo às diversas etapas do processo produtivo. E somar os valores correspondentes em dólares/ha.ano. 
2. Desagregar este valor em termos de seus componentes básicos: 
   (a) Depreciação do equipamento (60%); sendo o custo 6.00 dólares/kg, pode-se calcular os kg de aço/ha.ano. 
   (b) Combustível e lubrificante (30%); sendo o custo 0.36 dólar/kg, pode-se calcular os kg de combustível por hectare por ano 
   (c) Mão-de-obra técnica ou qualificada (10%); sendo o custo 9.43 dólares/homem-dia pode-se calcular os dias/ha.ano 
 

CUSTEIO:
 
Este valor é fornecido em moeda local, 5.00 reais/ha.ano. Esta quantia  corresponde à produção de soja comum. Neste caso é necessário um fator de conversão: 0.59 dólar/real. 
A transformidade utilizada é 3.70E+12 sej/US$. O fluxo monetário real e o equivalente emergético são iguais (2.94 US$/ha.ano). 
E. PRODUTOS: 
 
 Devem ser considerados todos os produtos do sistema. Alguns deles são facilmente reconhecidos como tais, outros não. Além dos produtos principais existem sub-produtos, com e sem valor comercial. 

 E também existem os resíduos, sólidos, líquidos e gasosos. Os resíduos podem gerar lucros ou despesas. Podem induzir ações de  tratamento e reciclagem ou cuidados especiais com sua toxicidade e gerar gastos adicionais. 

 Na metodologia emergética devemos levar em conta a energia do(s) produto (s);  geralmente, no caso de matérias primas agrícolas, a  energia corresponde ao seu valor calórico. Precisamos saber a composição centesimal do produto para calcular seu valor calórico. Este cálculo tem que ser em base seca. Dados a serem usados: Umidade: sem valor calórico; Proteína: 4500 kcal/kg; Carboidratos: 5000 kcal/kg; Lipídios: 9000 kcal/kg 
 

F. PERDA DE INSUMOS:
 
Até 50% dos fertilizantes químicos solúveis são perdidos pela ação da chuva intensa. Eles escoam superficialmente ou se infiltram no lençol freático sem interagir com a planta. Com os agrotóxicos e os herbicidas ocorre o mesmo fenômeno em grau menor. O endurecimento do solo pelo peso das máquinas agrícolas e a perda da porosidade natural provocada pela perda da biota do solo levam à diminuição da infiltração de água no solo e perda de produtividade.
G. SERVIÇOS EXTERNOS (PAGOS PELA SOCIEDADE):
 
Externalidades negativas:
Devem ser estimados os gastos em tratamentos de saúde e a morte de trabalhadores rurais e seus familiares causados pelo uso de agrotóxicos na lavoura convencional. Também as despesas em tratamento de resíduos colocados no ambiente devem ser consideradas. 

Exclusão social:
Devem ser consideradas as despesas diretas e indiretas que as cidades têm com a exlusão social provocada pelos projetos agrícolas convencionais: a da população que sai do meio rural e chega às  cidades  em busca de emprego para morar precariamente na periferia . É dificil achar valores para estes serviços adicionais, porém eles existem e devem ser considerados e  pagos pelas empresas que os geram. Os impostos talvez não sejam suficientes para compensar os gastos feitos pelas cidades.

Externalidades positivas e inclusão social:
Por outro lado, é possível que os projetos agrícolas gerem inclusão social quando criam empregos e absorvem trabalhadores;. e externalidades positivas quando o projeto promove a organização social e uma boa interação com a natureza. Nesse caso a sociedade poderia recompensar  esses empreendimentos dando um tratamento especial nos impostos e, porque não, subsídios pela contribuição que elimina despesas.
 

Comentários:

A capacidade de aproveitamento dos recursos da natureza é muito maior no sistema orgânico do que nos sistemas agroquímicos e que usam herbicidas - plantio direto. Um dos fatores importantes que estabelecem esta característica do sistema orgânico é o fato de a  produção ser majoritariamente familiar. Quando as pessoas moram na terra que cultivam, há uma preocupação muito maior com a sua conservação e com a preservação dos recursos naturais presentes no espaço onde vivem. Sem contar que mais pessoas habitam a propriedade e contribuem trabalhando diretamente na produção  e se preocupam com os danos à saúde gerados pelos agrotóxicos. 

O sistema orgânico é intensivo em mão-de-obra e a conversão dos sistemas agroquímicos e /ou herbicidas-plantio direto a orgânicos ( processo denominado "transição agro-ambiental") pode gerar empregos no meio rural. Esta característica do processo orgânico é importante para a Reforma Agrária e Política de Empregos. 

Isto explica porque se colocam, no diagrama da produção orgânica, os símbolos para famílias rurais, fluxo de pessoas, biodiversidade regional e local, que não existem nos sistemas agroquímicos e de plantio direto. Também, em tese, os ecossistemas encontram-se preservados nos sistemas orgânicos e incompletos nos outros dois sistemas porque o controle biológico é condição necessária nos sistemas orgânicos. 
 

Comentários (continuação):

É possível perceber que ocorre a reciclagem de materiais no diagrama orgânico, visto que os proprietários (produção familiar) habitam nas instalações rurais e interessam-se em reutilizar os subprodutos e procuram implementar essa estratégia de diversas maneiras. Desta forma, aproveitam ao máximo os recursos que a propriedade possui. Um exemplo bem conhecido é o uso de matéria orgânica em decomposição como adubo e a adubação verde. Estes processos permitem diminuir a compra de insumos, pois incorporam nutrientes da natureza sem custos adicionais (a não ser o trabalho humano). 

Em virtude do exposto acima, os serviços e materiais externos, que precisam ser adquiridos ou requisitados, estão representados em menor quantidade no diagrama do sistema orgânico do que nos outros dois. 

A diferença marcante entre o sistema orgânico de produção e os sistemas agroquímico e herbicidas-plantio direto é a relação com os recursos da Natureza, tanto os dela retirados, quanto os a ela devolvidos. Isso é feito de maneira mais harmoniosa e não destrutiva nas propriedades orgânicas do que nas propriedades com os sistemas convencionais. Pretende-se comprovar estas afirmações com a análise das Planilhas de Fluxo de Emergia. 
 

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