OBJETIVOS:
1. Localizar os biomas tropicais no globo.
2. Diferenciar as condições climáticas das florestas tropicais úmidas, florestas nubladas,
florestas monçônicas e savanas tropicais;
3. Relacionar as condições climáticas da floresta tropical úmida com seu biota;
4. Comparar as adaptações da biota na floresta monçônica com as da biota na savana
tropical.
Os ecossistemas tropicais se encontram entre as latitudes 22 graus Norte e 22 graus Sul. Os ecossistemas predominantes na maioria das áreas tropicais são as florestas tropicais e as savanas.
A floresta tropical pluvial pode ser encontrada em extensas áreas de terras baixas da Bacia Amazônica (América do Sul), nas Índias Orientais e na Bacia do Congo (África Ocidental). O clima é quente e úmido durante todo o ano. A precipitação supera os 7 cm mensais e as temperaturas variam pouco. Nenhum outro bioma terrestre tem um clima tão uniforme.
Poucos dos muitos aspectos do ecossistema das florestas tropicais pluviais estão representados na Figura 17.1. Uma exuberante vegetação cobre a topografia da floresta tropical pluvial. Abaixo das árvores mais altas (abóbada) está o sub-bosque: árvores pequenas adaptadas à sombra. Mais abaixo ainda, estão as ervas e sementeiras tolerantes a condições sombrias. Enroscadas nos ramos das árvores se encontram as lianas (trepadeiras tropicais silvestres). Os ramos das árvores e as lianas servem como suporte para as plantas epífitas; este tipo de planta cresce aderida às árvores, mas extrai seus nutrientes da água que goteja destas. As epífitas mais comuns na floresta tropical pluvial são as orquídeas, bromélias e samambaias. A densa camada de árvores perenes absorvem a maior parte da luz, em conseqüência poucas plantas crescem no piso da floresta, geralmente livre de vegetação. Unicamente ao longo dos rios ou nos limites das claridades há uma espessa muralha de vegetação que se estende até o piso.
A maior parte da produção florestal contribui para manter uma intrincada rede de raízes e de troncos maciços, que por sua vez sustentam as pesadas árvores no solo encharcado. Devido às altas temperaturas e a tantos tipos de insetos, fungos e bactérias, as folhas se decompõem tão rápido como caem ao piso, por ele se pode observar que em qualquer momento existe unicamente uma fina camada de leito vegetal.
A vida animal na abóbada é abundante. Entre os moradores das copas das árvores estão as serpentes, sapos arborícolas, lagartos arborícolas, um grande número de insetos, pássaros e mamíferos.
As florestas tropicais pluviais produzem muitas madeiras de lei, valiosas e belas, como o ébano, a caoba, o jacarandá e outros. Centenas de outros produtos úteis ao homem provém de espécies da floresta tropical pluvial - borrracha, cacau e o curare (um extrato resinoso utilizado como relaxante muscular ou para envenenar flechas).
As florestas tropicais pluviais contém a maior reserva mundial de genes, alguns deles muito valiosos, que ainda não foram utilizados pela sociedade humana. O enorme crescimento das populações humanas nas regiões tropicais está causando uma rápida destruição de suas florestas. A maior parte das espécies da floresta tropical pluvial não pode viver separadas do complexo que integra. Se extinguem quando se destrói seu hábitat. Qual será o futuro da humanidade se destruirmos a vida que a natureza demorou milhões de anos para produzir?
As principais categorias de espécies se apresentam na Figura 17.1, todavia cada símbolo representa centenas de espécies. Observe alguns dos seguintes caminhos: primeiro, a chuva chega às plantas epífitas na copa das árvores, antes de molhar o solo. As abelhas e os pássaros controlam a polinização, e os morcegos, tucanos e papagaios controlam a distribuição das sementes. As sementes distribuídas pelos animais crescem, convertendo-se em árvores de sub-floresta; estes, por sua vez se transformam em grandes árvores com copa. Os animais ajudam ao processo de decomposição, que recicla os nutrientes absorvidos logo pelas árvores, através de suas raízes.
A medida que se sobe ao nível das nuvens nas montanhas tropicais (cerca de 1000 a 1500 m), a umidade aumenta até alcançar 100% de umidade relativa. A evapotranspiração se faz mínima. As florestas nessas montanhas se chamam florestas nubladas. São pequenas florestas com chuvas estacionais e neblina quase todo o ano, permanecem encharcadas ainda quando a precipitação não é grande, e apresentam uma grande população de epífitas. Como há pouca evapotranspiração, 90% da chuva se drena e pode ser utilizada pelas populações das terras baixas. As florestas nubladas promovem excelente proteção contra erosão.
Na Índia e no Sudeste Asiático ocorre uma inversão anual dos ventos denominado monções. Se deve ao aquecimento e esfriamento periódico das terras do Tibet. As monções de verão levam o ar tropical pluvial à Índia. No inverno, o vento se inverte e leva ar quente desde as montanhas da Ásia Central onde se encontram as florestas pluviais. Esse ar quente seca as florestas, e para a primavera, o ambiente está quente e ressecado. Animais, como as serpentes, se escondem e se inativam até que os ventos mudem de direção e as chuvas voltem. Como muitas árvores perdem suas folhas na estação seca, o bioma pode descrever-se como uma floresta tropical decidual (floresta monçônica).
As florestas estacionais típicas estão na Ásia Meridional; florestas semelhantes se encontram na África e na América do Sul. Formam um cinturão, entre a floresta tropical pluvial e a savana. Essas áreas têm pluviosidade suficiente para suportar as florestas tropicais pluviais, mas possuem curtas estações secas. Muitas das árvores da abóbada perdem suas folhas durante a época seca e por ele mais luz alcança o nível da sub-floresta perene.
As árvores expostas a mudanças periódicas, armazenam reservas alimentícias, que são utilizadas para promover o brotamento das folhas. Muitas dessas árvores podem resistir à desfolhação (destruição das folhas) provocado por herbicidas. Sua sobrevivência se observou logo depois do lançamento massivo de herbicidas nas florestas tropicais, durante a Guerra de Vietnã. Enquanto que os manguezais perenes não sobreviveram porque tinham poucas reservas; tiveram que crescer a partir de brotos.
Em biomas mais tropicais, a vegetação no nível do solo está tão dispersa que uma pessoa pode andar para qualquer direção facilmente. Todavia, depois de que uma floresta foi cortada, sua rápida regeneração produz uma densa vegetação que é difícil de penetrar. Algumas vezes, a palavra "floresta" é apropriada. Mais tarde, são obscurecidas pelo surgimento das árvores da abóbada.
As savanas são pradarias tropicais com uma pequena quantidade de árvores ou arbustos dispersos. Se desenvolvem em regiões de alta temperatura, que tem marcada diferença entre as estações seca e úmida. Na estação úmida o crescimento é rápido, mas se secam e baixam em qualidade durante a estação seca. As savanas tropicais cobrem áreas extensas na América do Sul, África, Índia, Sudeste Asiático e Austrália Setentrional.
Na África, a savana é o lugar de grandes mamíferos herbívoros (zebras, anus, antílopes, elefantes) que são controlados por grandes carnívoros, tais como leões, leopardos e cheetas. Os restos das vítimas desses predadores são removidos por hienas e abutres. O fogo regular é importante para este sistema, dele depende a manutenção das pradarias em lugares onde as manadas não são tão numerosas. Um diagrama deste ecossistema seria similar ao da Figura 16.1.
O crescimento animal e vegetal na savana tropical, depende das distintas alterações periódicas. Os grandes animais emigram em busca de água, e seus ciclos reprodutivos correspondem à disponibilidade de crescimento de novas plantas suculentas. Muitos animais se reúnem em grandes manadas. É necessário uma grande área de produção fotossintética para alimentar estes grandes animais consumidores de alta qualidade.
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