ENGENHARIA ECOLOGICA E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL
Uma introdução à metodologia emergética usando estudos de casos brasileiros.

Enrique Ortega (Organizador).
Laboratório de Engenharia Ecológica e Informática Aplicada
Faculdade de Engenharia de Alimentos. Unicamp,

13083-862 Campinas, SP, Brasil.

O livro foi colocado na Internet no dia 5 de junho de 2003, use o link seguinte:
 

http://www.unicamp.br/fea/ortega/livro/index.htm

Antecedentes e justificativa

Embora o Brasil seja um país rico em recursos naturais, a maioria de sua população se depara com baixos salários, desemprego no meio rural e no meio urbano e tem que recorrer a migração para melhorar de vida. Como explicar esta contradição?  Uma visão ampla como a da Teoria de Geral Sistemas, aplicada ao estudo da Interface Ecologia- Economia, pode nos ajudar a entender este fenômeno complexo e também a propor soluções pertinentes. Novas ideias sobre métodos e estratégias de planejamento se oferecem neste livro aos possíveis interessados: pesquisadores, professores, estudantes, autoridades, movimentos sociais e público em geral. Pensamos que esta experiência poderá contribuir no planejamento de outras bacias hidrográficas do país.

É necessário um esforço para melhorar e adequar a metodologia emergética às circunstâncias locais, por exemplo: no Brasil não há dados de uso de energia na agricultura, somente dados monetários. Os projetos agroecológicos merecem uma análise diferenciada devido a sua complexidade e porque aproveitam os serviços, considerados gratuitos, da biodiversidade e o trabalho familiar. Os modelos disponíveis na literatura científica de origem norte-americana e europeia correspondem a uma agricultura convencional excessivamente simples e diferem muito no seu funcionamento dos sistemas orgânicos ou agroecológicos. Nos projetos agrícolas de tipo ecológico, sejam novos ou tradicionais, a biodiversidade tem um papel importante no fornecimento de materiais e serviços para a produção rural.

Esperamos que o livro possa contribuir para uma melhor interação em uma futura ação de planejamento regional de longo prazo nas bacias do Estado de São Paulo, do Brasil e da América Latina.

No planejamento regional em bacias hidrográficas, a qualidade de água é o fator crítico para integrar ações dos agentes sociais. Os agricultores e os industriais poluem o rio, mas os moradores das cidades e do campo tem necessidade de água potável e alimentos saudáveis, por isso deve se forçar a adoção de procedimentos ecológicos, porém antes de impor sanções, devem ser oferecidas alternativas viáveis aos produtores. O recurso água será um dos recursos mais importantes nas próximas décadas. Urge otimizar seu uso e valorá-lo adequadamente. O Governo Federal do Brasil está interessado em ações dessa natureza. A Lei Federal 9433-97, coloca a necessidade de organizar o planejamento e a gestão ambiental em todas as bacias hidrográficas do país.

A metodologia emergética pode contribuir a analisar o funcionamento das bacias e de seus sistemas agrícolas e agroindustriais, gerando propostas para fixar preços dos recursos, taxas para premiar comportamentos produtivos racionais e multas para penalizar sistemas que perdem recursos e poluem o meio ambiente. O planejamento participativo, a ser implementado pelos comitês e agências de bacias, permitirá que a comunidade e os governos locais desenvolvam esforços complementares para alcançar a qualidade de vida melhor que se deseja.

 

Enrique Ortega ortega@fea.unicamp.br
Laboratorio de Engenharia Ecológica e Informática Aplicada
FEA - Unicamp, CEP 13083-970 Campinas - SP - Brasil
Telefone: +55 (19) 3788 40 35 Fax: +55 (19) 3788 4027
Internet: http://www.unicamp.br/fea/ortega/homepage.htm


Elaborada em: 28 de janeiro de 2000. Última versão: 5 de junho de 2003.