Aula 01. O que é alimentação? O alimento
através da história da humanidade;
Apresentação do curso pelos professores. Duas posturas em conflito: - Segurança alimentar (estoques reguladores, qualidade dos alimentos) versus Soberania alimentar. - A regulação central versus o planejamento participativo / autônomo da produção de alimentos. - Discussão da solução única capitalista (crescimento e lucro) junto com seus subprodutos (desemprego, salarios baixos, fome. perda da biodiversidade, destruição da atmosfera, perda dos valores humanos). - Os limites físicos, biológicos e sociais do crescimento capitalista. - A difícil transição para uma Sociedade Sustentável sem Fome |
Aula 02. Capacidade de sustentação dos ecossistemas.
O que é ecossistema? A produção de biomassa e o consumo natural. Pegada ("footprint") ecológica das diversas formas de produção e consumo humano ("modo de vida"). O espaço físico direto (produção antrópica) e indireto (fornecimento de recursos naturais, absorção do impacto ambiental) necessários para a sobrevivência de cada ser humano. Variação da demanda de espaço físico de acordo com o padrão de consumo. Aplicativos na Internet para cálculo da pegada ecológica. |
Aula 03. A energia usada na produção dos alimentos
Evolução recente da agricultura: da auto-suficiência à dependência do petróleo. Índice energético (kcal produção/kcal dos insumos) dos principais alimentos. Substituição do trabalhador por máquinas agrícolas (pessoas desempregadas /barril de petróleo) |
Aula 04. História da agricultura no Brasil.
Os alimentos das culturas indígenas e da cultura portuguesa colonial. Os sistemas de grandes plantações com base na monocultura. Os ciclos econômicos e os ciclos de fertilidade do solo (café, soja ou gado, abandono, re-ocupação). O fim da escravidão, a pressão inglesa e a Lei de Terras. As empresas de colonização e a importação de mão-de-obra européia. A crise dos anos 30 e uma pequena reforma agrária pela falência dos sistemas exportadores. A perda de Biodiversidade e a formação dos Complexos Agroindustriais. As fronteiras agrícolas. O apoio incipiente à agricultura familiar. O conflito entre vertentes: convencional, biotecnológica, orgânica, agro-ecológica. |
Aula 05. Mudanças intensificadoras no uso de energia externa
e a perda de auto-sustentação.
A introdução dos adubos naturais. A substituição da força animal pelas máquinas movidas a petróleo. A introdução do pacote tecnológico na segunda metade do século passado: sementes certificadas, adubos químicos junto com mecanização intensiva, acesso ao crédito rural vinculado ao uso dos pesticidas e herbicidas. A introdução forçada das sementes transgênicas usando imagens falsas: fome, modernidade, ecologia. Os perigos para a sociedade: a erosão genética, desemprego e destruição da agricultura familiar, terceirização dos produtores rurais, perda da soberania do país, intensificação do impacto ambiental nas regiões de produção e consumo. |
(12/04) |
|
http://www.unicamp.br/fea/ortega/agenda21/candeia.htm
http://www.orbita.starmedia.com/~m.p.3/ http://www.bio2000.hpg.ig.com.br/transgenicos.htm |
|
http://cafe.cbmeg.unicamp.br/bg280-01/dg1/transgenicos.html | |
|
---------------- |
Aula 06. A ocupação do território
e os sistemas de uso da terra
Os professores. A relação entre modo de produção rural e sustentabilidade no Brasil e no mundo. Diferenças entre os sistemas de base comunitária ou familiar e os sistemas capitalistas em relação a: - vínculos sociais, tipo e origem da tecnologia, - atendimento prioritário ao consumo local, - capacidade de atendimento ao mercado exterior, - criação ou manutenção do emprego, - relação com o meio ambiente, qualidade de vida no espaço rural. |
Aula.7 | PROVA (16/04): os seis temas vistos até o momento. |
Aula 08. Tipificação dos modelos rurais
e das agroindústrias:
- Tamanho da propriedade (o módulo mínimo varia de acordo com a produtividade do ecossistema); - Administração (familiar x empresarial); - Mercado (local ou externo); - Tecnologia (local ou externa); - Insumos (locais ou externos); - Respeito às leis ambientais (sim ou não); - Monocultura ou policultura; - Integração vertical ou horizontal; - uso econômico do espaço da biodiversidade (vive no local: sim ou não). |
Aula 09. Estudo de caso: feijão, arroz, mandioca, café.
- Qual o consumidor principal? Atende à população brasileira? - Quais os tipos de produtores envolvidos? - Usa-se agroecologia, agricultura orgânica, agro-química convencional ou mais intensiva? - Pagam royalties? - Usam insumos importados? - Dependem de sementes de fora? - Dependem de crédito? - Qual tem sido a relação Produção/Insumos nas últimas décadas? - Quais os fatores limitantes de cada cultura? - Como tem resolvido suas crises? |
Aula 10. Estudo de caso: cana-de-açúcar, milho, soja,
leite.
- Qual o consumidor principal? Atende à população brasileira? - Quais os tipos de produtores envolvidos? - Usa-se agroecologia, agricultura orgânica, agro-química convencional ou mais intensiva? - Pagam royalties? - Usam insumos importados? - Dependem de sementes de fora? - Dependem de crédito? - Qual tem sido a relação Produção/Insumos nas últimas décadas? - Quais os fatores limitantes de cada cultura? - Como tem resolvido suas crises? |
Aula 11. As tendências e as crises do setor agro-alimentar
dentro do sistema capitalista.
- Situação crônica de falta de visão das elites e vontade política dos governantes em atacar as causas da fome. - Dependência e submissão cultural - Apelo a solução simplista de copiar o modelo norte-americano sem discutir alternativas nem conseqüências. - Resistência as articulações locais e com o exterior para um novo modelo de desenvolvimento. - Intensificar o modelo atual omitindo-se ou radicalizar a democracia e inovar? - Resíduos tóxicos, componentes perigosos. - Certificação e comercio internacional - Fechamento indevido dos mercados internacionais. - Competição com produtos subsidiados. - Diminuição do mercado pela perda do poder aquisitivo. - A dependência de recursos energéticos não renováveis. - Os limites físicos da área agrícola - O problema da biosfera. O problema da fome. - Naturais: sistemas com produtividade reduzida e alta densidade populacional, desastres naturais. - Sócio-econômicas: inducção capitalista do desemprego e da baixa remuneração da mão de obra, crises cíclicas do sistema econômico, políticas públicas inadequadas. - Políticas: guerras. |
----- Sem aula no dia 01/06 ----
Aula 12. A Reforma Agrária.
- Antecedentes na Europa, no Japão e na América Latina. - Antecedentes no Brasil (Sul-sudeste, Nordeste, Amazônia) - Colonização, o fim da escravatura e a Lei de Terras. - Crise dos anos 30 e reforma agrária inesperada (acesso a terra por colonos) - Estudos de casos brasileiros (Pirituba, Anoni, Abelardo Luz) - Reforma agrária e o programa energético. - Reforma Agrária e Meio Ambiente - Reforma Agrária e a formação da consciência das classes médias - Reforma Agrária, leis e metas de governo não cumpridas. - Os programas de RA dos últimos governos. |
Aula 13. A Agenda 21 e o Desenvolvimento Sustentável.
- Divulgação da idéia de Desenvolvimento Sustentável - Debates e conscientização - Radicalização: Sociedade Sustentável, Eco-desenvolvimento - Incorporar nos programas e nas ações de governo - Educação: criar disciplinas em todos os níveis do ensino - Atuar em todas as faixas etárias e todas as classes sociais. |
Aula 14. Novos modelos de desenvolvimento
- Ajuste a um meio com os recursos esgotados e grandes dívidas econômicas, ecológicas e sociais. - As contradições do capitalismo e seus limites de expansão. - O fracasso do socialismo real e a omissão da social democracia. - Decadência de sociedades comunistas (China, Cuba) dentro de um contexto capitalista selvagem. - A busca de um novo socialismo democrático e atento as questões ambientais e a escassez de recursos. - A necessidade de grupos de estudo e grupos de ação comunitária e de uma ação articulada. - A defesa dos governos democráticos. - O Forum Social Mundial. |
Aula 15. Cenários e Políticas
Todos Discussão geral sobre Cenários Alternativos, Políticas Públicas, Ações Sociais e Trabalho Universitário Socialmente Qualificado para contribuir para um novo modelo de desenvolvimento (sustentável) |