As inscrições para a terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), foram abertas nesta quinta-feira (29 de janeiro) e vão até 19 de março. Podem concorrer obras inéditas publicadas em língua portuguesa, com primeira edição lançada entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.
O Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 tem uma nova curadora, a advogada Nina Ranieri, professora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que sucede o físico Marcelo Knobel, reitor da Unicamp entre 2017 e 2021, que esteve à frente das duas primeiras edições. Na apresentação da programação, nesta quinta-feira, Ranieri ressaltou a importância da iniciativa. “O grande mérito do Jabuti Acadêmico é divulgar a produção científica. Uma obra acadêmica exige esforço, e com o prêmio ela deixa de ficar restrita e pode estender seu alcance”, comentou.
Nesta edição serão premiadas obras em 27 categorias de ciência e cultura, mais três prêmios do Eixo “Especiais”, que contempla livros de qualquer área do conhecimento. Os prêmios serão definidos por 90 jurados. Em 2025, a CBL recebeu 2.004 inscrições e premiou 58 autores. “Estamos confiantes de que o número de inscrições vai aumentar”, destacou Sevani Matos, presidente da CBL.
Uma das novidades de 2026 é a chegada da categoria Ilustração, no Eixo “Especiais”, que passa a contemplar a Infografia. “É uma forma de exaltar a relevância de ilustrações, mapas e gráficos, entre outros elementos visuais, que enriquecem o conteúdo para o leitor”, afirma Ranieri. Há ainda a inserção de autores estrangeiros não residentes no Brasil, que passam a ser admitidos, porém exclusivamente em coletâneas e até o limite de 30% do total dos autores ou organizadores do livro inscrito.
As inscrições para o Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 podem ser feitas pelos próprios autores, por editoras, agentes literários ou procuradores legalmente constituídos. São aceitos livros individuais, coletâneas, coleções, dicionários e enciclopédias, e o processo inclui o envio do arquivo completo da obra em formato digital e o pagamento da taxa de inscrição (confira os valores).
Os vencedores serão anunciados em agosto e vão receber o troféu Jabuti Acadêmico, além de um prêmio em dinheiro no valor bruto de R$ 5.000. Em casos de coautoria ou coedição, o valor é dividido entre os autores, e cada participante recebe uma estatueta.
O Conselho Curador de 2026 conta com a médica Eliana Amaral, coordenadora do Núcleo de Avaliação e Pesquisa para Educação na Saúde (Napes) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp; Mozart Neves Ramos, professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFP); Rafael Mafei, professor da Faculdade de Direito da USP; Roseli de Deus Lopes, professora da Escola Politécnica da USP, e Wander Melo Miranda, professor emérito da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em 2025, dois livros cujos autores estão ligados à Unicamp foram premiados: “Teatros e artistas com deficiência visual: poéticas do acesso à cena”, de Lucas de Almeida Pinheiro, publicado pela Editora da Unicamp, que venceu na categoria Artes, e a produção independente “Água subterrânea, história da Terra e consciência ambiental: metas do Programa Aquífero Guarani”, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra do Instituto de Geociências, premiada na categoria Geografia e Geociências.
Além da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), nesta edição a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) também passa a integrar o grupo de entidades apoiadoras.