Servidores da Unicamp poderão realizar jornada híbrida de trabalho – modalidade de ocupação que mistura o trabalho presencial com o remoto. A Câmara de Administração (CAD) da Universidade aprovou, na tarde desta terça-feira (10), a proposta que prevê a possibilidade de, uma vez na semana, o servidor realizar o trabalho de modo remoto. A nova regra vale para servidores da carreira Paepe (Profissionais de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão) e Procuradores, e a expectativa é que entre em vigor ainda no primeiro semestre de 2026.
De acordo com a proposta, podem participar do programa os servidores cujas funções possam ser realizadas a distância, mantendo a qualidade e com a concordância da chefia e dos dirigentes. Além disso, para participar, o servidor deve ter, no mínimo, 24 meses de efetivo exercício na Universidade, ter recebido conceito satisfatório (ou superior) na última avaliação de desempenho e cumprir jornada de 30 horas semanais ou mais. O servidor não poderá estar em processo de readaptação profissional.
A Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH) está finalizando as adequações no sistema e promete publicar instruções normativas específicas para o início oficial da modalidade na Universidade “em breve”.
A diretora geral de Recursos Humanos, Cidinha Quina, diz que o modelo está baseado em um sistema de entregas e metas combinadas. O servidor estará submetido a um plano de entrega; terá de fazer registro de atividades e passará por avaliação regular da chefia. De acordo com a diretora, haverá um mecanismo de acompanhamento para avaliação de resultados. A adesão do servidor ao sistema é voluntária.
Os benefícios de Auxílio Alimentação (VA) e Auxílio Refeição (VR) serão mantidos integralmente. Já o Auxílio Transporte não será pago referente ao dia de trabalho remoto. De acordo com a minuta aprovada, não haverá criação de novos benefícios de ajuda de custo.
“A maior preocupação do Grupo de Trabalho (GT) e do comitê que elaborou a proposta foi no sentido de trazer para essa câmara uma proposta que fosse aderente e mais adequada à realidade que vivenciamos hoje na Universidade”, disse a diretora.
O regime híbrido poderá ser revogado a qualquer momento, caso o servidor descumpra as metas estabelecidas, demonstre inadequação à modalidade ou apresente desempenho inferior ao esperado.
Projeto piloto
O grupo de trabalho instituído pela Reitoria e presidido por Cidinha Quina levantou informações, estudou literatura relacionada, conversou com empresas e órgãos públicos que já praticam essa modalidade e propôs a implantação de um projeto piloto na Unicamp.
Em seguida, o Comitê de Acompanhamento implantou e acompanhou o projeto piloto junto à Diretoria Acadêmica e aos servidores da área de tecnologia da informação das Unidades e Órgãos.
Após avaliação por parte do Comitê, chefias e servidores participantes, foi elaborada a proposta de implantação do trabalho híbrido na Unicamp por meio da deliberação aprovada pela CAD.
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