Nome: Douglas Fernandes Barbin RA: 980987
Comentários
anexos: Tema: Eco- socialismo
Através deste texto podemos perceber
contradições quanto à preocupação com o meio- ambiente. Analisando os pontos de
vista dos defensores do capitalismo e do socialismo, assim como dos ecoligistas
(verdes), vemos que boa parte dessas doutrinas são utopias. Analisaremos aqui
os vários pontos de vista, com ênfase ao socialismo, que é o tema principal do
trabalho. Socialismo- O que gerou grandes índices de degradação na União
Soviética, segundo Marx, foi o acelerado e desordenado crescimento
industrial(planos qüinqüenais) que buscavam atingir desenvolvimentos em
estágios de países como Alemanha e Inglaterra em curtos períodos.
Peter Palchinsky, um engenheiro
civil russo, defendia uma maior participação e valoração dos “cérebros” no
planejamento do desenvolvimento industrial e uma maior preocupação com o
ambiente. Ele acreditava que o avanço não seria possível sem trabalhadores capacitados
e em respectivas condições de trabalho, valorizando a mão- de- obra mais
especializada.
Suas idéias foram consideradas
oposicionistas e ele foi preso, junto com outros engenheiros e profissionais
especializados, vindo a falecer na prisão. Hoje percebe-se que Palchinsky
antecipou várias falhas no modelo de desenvolvimento socialista, alguns vindo a
desencadear grandes problemas ecológicos, como o desastre de Chernobil, entre
outros.
Quanto aos ecologistas, talvez seja um erro pensar que a natureza “assume” as conseqüências dos erros humanos, assim como achar que retornando a um sistema de pequenas sociedades auto-suficientes como dos índios americanos, simplesmente desprezando o desenvolvimento sócio-econômico e tecnológico, o equilíbrio seria restabelecido.
A relação entre sociedade e natureza
é dualista. A ecologia tem sido determinada pelo homem, através de seus modelos
econômicos. Talvez através do capitalismo, com a degradação ambiental que este
provoca, em pouco tempo a natureza esteja totalmente exterminada.
Concluímos então que é o homem que determina e controle, através de seus meios, quem determinará o fim ou não do meio-ambiente. E que sua existência será determinada apenas pelo seu modo de agir, seja pelo capitalismo ou socialismo, mas que seja racional e consciente, para proporcionar às gerações futuras, a sustentabilidade.
O termo política ecológica não se
trata de um novo programa de desmatamento racional, mas da análise de questões
históricas aplicando as ciências sociais às complexidades bio-culturais,
estudando e analisando as relações entre a sociedade humana e a natureza.
As atenções da política ecológica
estão voltadas para a análise do convívio entre o ser humano e a natureza. Ela
expandiu seu conceito ecológico para adequar sua análise à inclusão e
planejamento simultâneo de temas socio-políticos e culturais ao ecossistema. A
natureza é determinada através da ação do homem em busca de seus propósitos.
O relacionamento entre a atividade
humana e o meio-ambiente tem variado historicamente e regionalmente, isto é,
tem se apresentado de diferentes maneiras durante um período e em diferentes
localidades; como por exemplo, durante o colonialismo sul-americano, o neocolonialismo(imperialismo)
africano ou até mesmo o desenvolvimento e queda do socialismo marxista. E tem contribuído
para processos evolutivos, além de Ter grandes influências nos campos da saúde,
história ambiental, cultura ecológica, sistemas sócio-econômicos, entre outros.
O texto trata disto diretamente, com explicações e exemplos.
O mesmo conclui mostrando que os
novos aspectos, dentre eles o “Eco-socialismo” já apresentaram potencial
significante para importantes debates, indicando novos caminhos para o avanço
sócio-econômico relacionado-o de maneira racional e construtiva com seu
ecossistema, abrindo espaço para novas análises do tema em busca do perfeito
relacionamento entre o homem e o meio-ambiente.