Aluna: Fabíola Yamamoto RA: 981118
TA – 530: Engenharia de Alimentos e Meio-Ambiente
SOLO: Processo de Formação e Uso para Atividade Agrícola
O presente trabalho tem como objetivo a conclusão de uma pesquisa feita, a partir de sites da Internet, sobre a formação de solo e sua utilização agrícola. Feita a seleção dos dez melhores sites, escolheram-se os três melhores.
Como o conteúdo desses três sites está interligado, seria confuso simplesmente escolher partes desses sites e comentá-los, uma vez que parte de um site deveria ser comentada juntamente com partes do outro site. Assim sendo, optou-se por agrupar as partes dos diferentes sites que se encontram interligadas e comentá-las juntamente, o que contribui para a elaboração de um texto mais claro e conciso.
Os comentários, feitos com base na pesquisa e na exposição das aulas teóricas, estão inseridos ao longo do texto. O que foi extraído dos sites está escrito em azul, enquanto os comentários estão escritos em preto.
A Engenharia Ecológica tem como objetivo, além de estabelecer uma relação mutualista com os ecossistemas, o aproveitamento dos ecossistemas como unidades de tratamento e recuperação e a definição de políticas públicas e estratégias que levem ao Desenvolvimento Sustentável.
A implantação de um modelo de desenvolvimento que seja sustentável é fundamental para que se possa garantir o futuro das próximas gerações e baseia-se na necessidade de se estabelecer um sistema econômico baseado no uso racional dos recursos naturais, dando preferência à utilização de recursos renováveis.
O estudo da produtividade agrícola é um dos temas de maior importância para nossa sociedade, remetendo-nos diretamente à discussão do Desenvolvimento Sustentável. Sendo assim, faz-se bastante útil o estudo da formação do solo, bem como o impacto que as atividades humanas, entre elas a agricultura, podem exercer sobre a estrutura e, consequentemente, sobre a sua sustentabilidade. Como a garantia do não esgotamento do solo é indispensável à manutenção da atividade agrícola, visa-se também estabelecer alternativas sustentáveis de aproveitamento do solo, de modo a não se colocar em risco a produção de alimentos.
A maioria dos solos teve sua origem a partir das rochas que, no começo dos tempos, formaram a Terra. O contínuo intemperismo físico e químico dessas rochas ao longo de milhares de anos acabou por gerar os primeiros solos, composto essencialmente de partículas de tamanho relativamente grande. Desse modo, esses eram solos incapazes de reter muita água, o que os tornava impróprios à germinação e manutenção de plantas, uma vez que, nos períodos secos, a planta morria. No entanto, os restos dessas plantas permaneciam no solo, tornando-o mais fértil, uma vez que o material orgânico possui a capacidade de funcionar como uma esponja, absorvendo bastante água nos períodos úmidos e liberando-a nos períodos secos. Além disso, a decomposição dessa matéria orgânica liberava elementos químicos, como carbono e nitrogênio, indispensáveis ao crescimento da planta. Assim, a sobrevivência das futuras gerações de plantas se tornou mais fácil.
A decomposição de matéria orgânica dá origem ao húmus, que atua como uma cola forte o bastante para unir várias pequenas partículas, o que aumenta a estruturação do solo e pode, inclusive, alterar o seu comportamento. Sem esse processo de formação de húmus, o solo seria um amontoado de partículas soltas e não conseguiria dar suporte ao crescimento e manutenção de nenhuma planta.
A simples intemperização das rochas matrizes resultaria em terrenos sem nenhuma fertilidade ou agregação. Desse modo, percebe-se que o solo pode ser entendido como um complexo de seres vivos e materiais minerais e orgânicos cujas interações resultam em suas propriedades específicas.
Os organismos formam a chamada matéria orgânica viva do solo. Quanto maior a biomassa de um solo, maior o seu potencial de estoque de nutrientes através do acúmulo destes nas células microbianas. Esses microrganismos podem prestar serviços de extrema importância, como a degradação de compostos tóxicos à natureza e ao homem. Agrotóxicos, resíduos industriais, solventes e combustíveis, podem ser degradados no solo por espécies capazes de quebrar as ligações químicas desses compostos.
Conclui-se, portanto que a capacidade produtiva do solo, bem como sua manutenção, está estritamente ligada à manutenção da sua biodiversidade e das características necessárias para que ela possa exercer sua atividade biológica. A importância e a necessidade de se manter esse equilíbrio pode ser mais claramente exposta quando se observa que o conceito de pragas e doenças só existe em ecossistemas em que se faz presente a ação do homem, sendo os sistemas agrícolas os principais exemplos. Isso porque a atividade agrícola quase sempre diminui a biodiversidade do solo, uma vez que realiza a transição de área natural, com muitas espécies de plantas e animais convivendo em equilíbrio ecológico dinâmico, para a área agrícola, com reduzido número de espécies convivendo em desequilíbrio. E esse desequilíbrio sentido pela biodiversidade faz com que ela não mais consiga realizar o controle natural dos problemas fitossanitários, tornando os sistemas agrícolas suscetíveis a pragas e doenças e, consequentemente, extremamente dependentes do uso de pesticidas e fertilizantes, uma vez que processos como a ciclagem de nutrientes e decomposição de matéria orgânica, que são processos vitais ao solo, passam a não ser desempenhados de forma efetiva.
Logo, para que a agricultura seja realizada de maneira racional e sustentável, faz-se necessário compreender como a biodiversidade do solo é afetada pela agricultura em suas diversas formas e qual a relação entre os impactos à biodiversidade do solo e a sustentabilidade da agricultura. Ainda que seja possível o plantio de plantas saudáveis em meios totalmente artificiais, esse processo é muito caro e sua produtividade é pequena. Mais uma vez se reafirma a necessidade da implantação de um sistema de produção agrícola que, sendo sustentável, não comprometa a biodiversidade e sustentabilidade dos solos.
Para tanto, é de essencial importância o controle e a manutenção da fertilidade do solo. Dependendo de como é praticada, a agricultura pode tanto aumentar como diminuir a produtividade do solo. Irrigação pode transformar um solo estéril em um altamente produtivo, mas pode também aumentar a taxa de perda de nutrientes por assoreamento, assim como aumentar a formação e concentração de sal. Como as plantas são retiradas do solo após atingir o estágio de desenvolvimento desejado, os nutrientes que essas plantas absorveram do solo são retirados com elas, tornando o solo mais pobre para as futuras gerações de plantas. Além disso, os solos agrícolas permanecem descobertos por uma parte do ano, o que o torna mais suscetível à erosão, que resulta em mais perda de nutrientes e de água disponível. Se esses nutrientes perdidos não forem repostos, diminui a fertilidade do solo. Também o uso de equipamentos grandes e pesados na agricultura altera as características naturais do solo, tornando-o muito mais compacto e erodido.
Os métodos de controle de degradação do solo podem ser tanto preventivos como atuar de forma a diminuir os sintomas da degradação já efetuada. A agricultura sustentável caracteriza-se justamente pelo uso de métodos preventivos da degradação do solo, tendendo a utilizar prioritariamente recursos renováveis, contribuindo, assim, para a manutenção de solos férteis e produtivos para as gerações futuras.
A agricultura sustentável já vem sendo implantada e baseia-se na chamada agricultura orgânica, que utiliza restos de plantas e animais e dejetos municipais como fertilizantes, e se caracteriza pelo uso de predadores naturais e desenvolvimento de plantas mais resistentes a doenças como forma de controlar o ataque de insetos e fungos. Além disso, a prática da agricultura orgânica acarreta um melhoramento da estrutura do solo, aumento do nível de nutrientes e do controle da erosão.
O aumento de matéria orgânica no solo, pelo uso da mesma como fertilizante, tem uma série de consequências positivas. Entre elas, o aumento da quantidade de húmus, que resulta numa maior resistência do solo à erosão. Altos níveis de matéria orgânica aumentam a agregação e a estabilidade do solo, o que previne erosão, permite melhor penetração de água e das raízes das plantas e melhora a aeração. Pesticidas e fungicidas, ao mesmo tempo que previnem doenças e insetos nas plantas, ao serem lavados para o solo, levam à morte de bactérias e fungos que são responsáveis pela agregação e estabilização do solo
Como a agricultura orgânica não utiliza pesticidas nem fungicidas, ela contribui para a manutenção da biodiversidade do solo e do equilíbrio ecológico existentes, não alterando significativamente os processo vitais do solo.
Deve-se considerar ainda que o aumento de matéria orgânica no solo também permite a reciclagem de nutrientes no solo, prevenindo-o contra a biodegradação, enquanto a agricultura tradicional geralmente não repõe os nutrientes que o solo perde pelo plantio e criação de animais.
A agricultura orgânica certamente perturba, ainda que menos intensamente, os ecossistemas do solo. A simples remoção das plantas causa a perda de nutrientes ao longo do tempo. No entanto, a adição de esterco e restos de plantas, ao invés do simples uso de fertilizantes inorgânicos, é uma maneira de preservar os processos naturais do solo e de utilizá-los para melhorar o cultivo de plantas.
Percebe-se, portanto, que a agricultura orgânica, ao preservar significativamente a biodiversidade do solo assim como suas características naturais, é uma forma sustentável de se praticar a atividade agrícola, uma vez que não compromete a sustentabilidade do solo, garantindo sua possibilidade de uso pelas gerações futuras.
O mesmo não acontece, no entanto, com a agricultura convencional, que ou degrada profundamente o solo, sem conseguir reestabelecer seu equilíbrio ecológico, ou faz uso prioritário de recursos não-renováveis no controle da degradação do solo, podendo manter a fertilidade do solo somente enquanto esses recursos durarem, o que, de fato, não é uma maneira racional e sustentável de utilização.