Aluna: juliana Kleiman Arantes RA: 981438

Comentários em relação aos parágrafos dos sites relativos ao tema "Agrotóxicos", considerados interessantes e importantes.


  1. Unesp Link Notícia; O mapa paulista dos agrotóxicos.
  2. http://www.unesp.br/noticia/main15.htm

    Dimensão do risco

    "Está mais do que comprovado que a maioria dos agricultores desconhece os efeitos nocivos dos agrotóxicos, não usa equipamentos de proteção adequados e é carente de assistência técnica. Além disso, a venda dos agrotóxicos é livre e sem controle. Estudos mostram que a fiscalização é inconsistente, restrita à comercialização de alguns produtos, sem qualquer preocupação com o usuário.

    A maioria dos agricultores também não respeita o prazo de carência dos praguicidas, tempo em que o princípio ativo permanece agindo na planta. Com isso, a população acaba ingerindo um alimento que ainda está sob o efeito do produto. É um grande risco, visto que parte dos princípios ativos utilizados nas formulações dos praguicidas possuem propriedades genotóxicas, que podem causar alterações nas unidades que controlam a hereditariedade entre as gerações.

    Como o efeito é cumulativo, a longo prazo surgem conseqüências relacionadas, principalmente, com problemas no sistema nervoso, doenças cancerígenas ou alterações fetais, já comprovados por estudos da área médica. "Tais propriedades deveriam ser levadas em consideração pelo Ministério da Saúde na hora de aprovar o registro dos agrotóxicos e classificar seu grau de toxicidade", afirma a pesquisadora."

     

    Um dos fatores que agrava o problema atual de aplicação de agrotóxicos e consequente intoxicação dos consumidores dos produtos por estes fornecidos é a total falta de informação técnica dos agricultores sobre os componentes químicos presentes nos agrotóxicos e as consequências do uso desses produtos à saúde humana, bem como a falta de treinamento para o uso adequado dos produtos. O descaso das autoridades e a falta de incentivos governamentais à educação rural, bem como falhas na rotulação dos produtos cometidas pelos fabricantes, acabam por piorar a situação, pois não tendo a informação e orientação correta, não podemos exigir um uso totalmente correto por parte dos agricultores. Devido a falta de fiscalização, existe o comércio ilegal e livre desses produtos, que não tendo origens conhecidas, não garante a qualidade do produto, o que coloca em risco toda a cadeia desde o agricultor até o consumidor final.

    Como pode ser percebido, a maioria dos problemas poderiam ser solucionados com medidas relativamente simples, como educação e fiscalização. Agricultores bem informados, e com noções sobre os efeitos dos agrotóxicos saberiam aplicá-los de forma mais adequada, enquanto que a monitoria por parte de órgãos competentes garantiria os níveis corretos desses componentes, e o uso de produtos de qualidade assegurada, com composição conhecida e de acordo com normas internacionais.

    É citada a qualidade desses produtos pois o tempo de meia vida dos componentes químicos nos alimentos deve ser aceitável para que este não chegue à mesa do consumidor ainda contendo produtos químicos tóxicos à saúde. O artigo relata o fato da importância dos agrotóxicos não deixarem resíduos nos alimentos. Isso poderia ser resolvido através de investimentos em pesquisa, pois assim poderíamos gerar produtos menos nocivos, e regras mais severas quanto à indústrias que produzem agrotóxicos que não respeitam o meio ambiente e o consumidor. Devemos sempre lembrar que, conforme diz o texto, a ingestão de produtos tóxicos pode causar doenças em diversos âmbitos, desde intoxicações simples até doenças genéticas e câncer.

  3. O que estamos comendo?
  4. http://www.phd.com.br/atual3.htm

    O Que Estamos Comendo ?

    "Preocupa a todos o uso de aditivos químicos nos alimentos industrializados. E nos vegetais frescos, que adquirimos na feira ou supermercado? Quem pode dizer sobre a presença dos agrotóxicos, estarão dentro de limites aceitáveis? É uma pergunta que, no Brasil, não tem resposta. Sabe-se, entretanto, que aqui são utilizados inúmeros produtos químicos, para controlar as pragas agrícolas. A grande questão é se estão sendo respeitados os intervalos de segurança entre a última aplicação e a colheita e se as concentrações máximas estão sendo obedecidas. Seria tão benéfico a instalação de laboratórios para monitoração dos pesticidas agrícolas, tantos danos à saúde, vários tipos de câncer, por exemplo, poderiam ser evitados. Recentemente, o mundo inteiro acompanhou a peste bovina britânica denominada de "doença da vaca louca", inicialmente atribuída a algum tipo de vírus. Agora, as pesquisas mostram que tal doença deriva da contaminação das pastagens com pesticidas do grupo organofosforado, intensamente utilizado por aqui .

    É urgente o controle dos resíduos de agrotóxicos no Brasil.

    Enquanto isso não acontece, vamos observando os números e estatísticas americanas, mostrando que nem sempre os vegetais são alimentos isentos de contaminação!

    Por outro lado, sabemos que a utilização, durante anos , dos pesticidas organoclorados no solo, deixou resíduos que podem ser estáveis por mais de 20 anos. Muitos desses pesticidas organoclorados são potencialmente cancerígenos (dodecacloro, aldrin, endrin, dieldrin, entre outros).

    Aqui no Brasil até os metais pesados, como o mercúrio, já foram utilizados na lavoura, de forma completamente irregular (em 1980 um trabalho em conjunto do ISOP/COPPE/Ministério da Saúde mostrou a contaminação do açúcar por mercúrio, na agricultura de Campos, Estado do Rio).

    Diante desse quadro preocupante, resta-nos procurar evitar as culturas mais visadas (tomate, citros, arroz), quando possível, e proteger o organismo desse bombardeio xenobiótico, com a suplementação adequada de antioxidantes, especialmente a vitamina C, um importante co-fator para o funcionamento do Citocromo P-450 (processo de hidroxilação, vital para a eliminação das substâncias tóxicas insolúveis na água). O glutation e os aminoácidos sulfurados ajudam na eliminação dos pesticidas."

     

    O artigo relata a necessidade do controle de agrotóxicos no Brasil. Laboratórios de controle da atividade e das consequências dos produtos químicos usados sobre a cadeia dos alimentos, desde o agricultor até o consumidor, são ditos bem vindos, pois assim haveria dados sobre os problemas relacionados e controle sobre as doenças causadas por esses produtos. O texto cita como medidas importantes cuidados na alimentação, através da ingestão de vitaminas e antioxidantes, e no boicote aos alimentos vindos de fazendas e produtores em geral que certamente usam produtos químicos em suas etapas de produção.

    Todas essas medidas citadas são importantes, uma vez que podem evitar problemas aos agricultores (que algumas vezes são os maiores prejudicados), à natureza e ao consumidor

  5. Organic food: Natural Ways.

http://www.aim-irl.com/greenguide/nworfd.htm

 

"Munch an apple and you risk consuming over 100 different chemical residues. Eat a peanut and traces of 119 artificial chemicals enter your body. Biocides, pesticides, herbicides and fungicides are as essential as rain to the livelihood of most vegetable growers. Even before planting, seeds may be coated with a variety of chemicals, including lindane - one of the most carcinogenic substances known to man".

('What are we Eating?', Irish Times, 2 November 1996)

Entre os agrotóxicos se incluem os pesticidas, herbicidas, fungicidas e os chamados biocidas, usados para proteger as plantações de animais predadores ditos "maiores", ou seja, animais com organismos mais complexos, que se alimentam destes vegetais e acabam por diminuir o rendimento das plantações. O problema é que o homem se encaixa perfeitamente nesse quadro, portanto deve sofrer os mesmos efeitos nocivos destes produtos.

Todos nós corremos o risco de ingerir diferentes resíduos químicos prejudiciais à nossa saúde. Mas nos últimos tempos, estamos nas mãos dos produtores, que querem aumentar sua produtividade as custas do uso indiscriminado de agrotóxicos, e quem acaba por os ingerir somos nós. Por isso o texto afirma a importância de produzirmos nosso próprio alimento, através de pequenas hortas caseiras, e nos ensina como fazer isso de forma produtiva e sem correr riscos de perder a "produção’ para as pragas e termos que voltar aos agrotóxicos novamente.

4- Agrotóxicos e a Nossa Realidade

http://www.geocities.com/HotSprings/Spa/7804/arquiv07.htmhttp://www.geocities.com/HotSprings/Spa/7804/arquiv07.htm

"O uso de agrotóxicos, se tornou muito necessário, e até mesmo essencial, nos dias de hoje. Isso é devido ao êxodo rural, onde várias famílias se mudaram para a cidade, e deixaram o campo com muito pouca mão de obra, levando à proporção de uma família no campo trabalhando para o sustento de 75 famílias da cidade. Assim, essas poucas famílias do campo têm que se valer de agrotóxicos, adubos e outros recursos, para conseguir manter sua plantação em níveis necessários para o comércio."

O texto atribui ao êxodo rural a culpa pelo aumento do uso de agrotóxicos na lavoura, na medida que foi necessário aumentar a produção das poucas famílias que permaneceram no campo para que continuassem a suprir a demanda de produtos exigida pelo o comércio urbano e rural.

Também devemos acrescentar que o desenvolvimento tecnológico e industrial, aliado ao êxodo rural e ao crescimento populacional, levou a implantação do modelo atual da agricultura que gera sérios danos à natureza e ao homem . Isso porque ele consiste de desmatamentos, mecanizações pesadas, grande uso de adubos químicos e dos agrotóxicos que intoxica a terra e os seres vivos.

Dessa forma, apenas iremos garantir a qualidade do produto final da lavoura e a preservação do meio-ambiente se revisarmos o atual modelo e adotarmos novas medidas visando a melhoria do atual quadro da agricultura mundial. O controle do uso dos agrotóxicos deve ser uma das medidas a ser adotada para se evitar o constante aumento das intoxicações humanas. Devemos encontrar uma outra maneira de aumentar a produção sem afetar a saúde humana e o futuro das gerações seguintes.

  1. Conclusão

O tema "agrotóxicos" se mostrou muito amplo e especialmente importante do ponto de vista ecológico. Na pesquisa realizada, constatou-se que está se criando uma conscientização sobre os efeitos dos produtos químicos aplicados aos alimentos na natureza, e mais recentemente, sobre os efeitos dos mesmos sobre a qualidade de vida da raça humana.

Claramente existe dois lados a serem considerados. O crescimento rápido da população exige uma maior produção de alimentos, o que faz dos agrotóxicos artigos de necessidade primária para se obter maiores rendimentos nas plantações. Por outro lado, o uso desses produtos químicos causa uma série de problemas na natureza ,e na saúde humana, que podem chegar a atrapalhar a melhoria das condições de vida das pessoas, pois ai se encaixam várias doenças e a perda dos recursos naturais mais rapidamente devido a contaminação dos mesmos por estes produtos.

Ficou evidente que torna-se muito importante a educação dos produtores, uma maior orientação por parte de técnicos especializados, suporte do governo a essa orientação e a educação desses produtores como medidas contra conseqüências mais graves decorrentes do uso desses produtos químicos. Logicamente, cada cidadão deve tomar cuidados na escolha dos alimentos, boicotando aqueles que são sabidamente produzidos "a base" de agressões à natureza e consequentemente ao próprio ser humano.