Mapeamento de áreas de risco
Áreas de risco são regiões onde é recomendada a não construção de casas ou instalações, pois são muito expostas a desastres naturais, como desabamentos e inundações. Essas regiões vem crescendo constantemente nos últimos 10 anos, principalmente devido à própria ação humana. No Brasil, vêm sendo realizados vários projetos no sentido de reestruturação de algumas áreas, conscientização da população, etc.
As principais áreas de risco são aquelas sob encostas de morros inclinados ou à beira de rios. Existem vários serviços de assistência a população em casos de emergência. A principal instituição responsável pelo monitoramento das áreas de risco é a Defesa Civil.
Na prevenção aos desastres naturais, inúmeras medidas podem ser adotadas. Englobam-se em dois grandes grupos: o das medidas estruturais e o das não estruturais. As de maior eficiência, sem dúvida, estão no primeiro grupo, entretanto, a maioria inviabilizada pelo seu alto custo, já que traduzem-se na execução de obras complexas e que exigem alta tecnologia. A tecnologia está disponível no Estado de São Paulo, existindo porém, a barreira dos recursos financeiros.
Desmatamentos, retirada e uso intensivo de materiais minerais, mudanças de cursos d’ água, ocupação de várzeas e encostas, queimadas, produção e deposição inadequada de lixo, poluição atmosférica, aplicação de agrotóxicos, explosão de artefatos nucleares estão entre as intervenções humanas sobre o planeta. Portanto, à ação da natureza juntaram-se causas artificiais geradas pela ocupação desordenada do solo, pela pobreza social, pela deseducação e pelos muitos efeitos
colaterais do chamado progresso.
O grande número de acidentes naturais e os danos por eles provocados forçaram os organismos internacionais a estimularem o estabelecimento de medidas com o objetivo de minimizar as consequências sociais e econômicas causadas pelos aludidos eventos.
Assim, a ONU (Organização das Nações Unidas), em Assembléia Geral realizada em 22 de dezembro de 1989, aprovou a Resolução 44/236, que considerou 1990 como início da Década Internacional para Redução dos Desastres Naturais (DIRDN), cuja principal finalidade é a de reduzir perdas de vidas, danos e transtornos sócio-econômicos nos países em desenvolvimento, provocados por desastres naturais como escorregamentos, terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis, inundações, vendavais, seca e desertificação, incêndios, pragas de gafanhotos, além de outras calamidades de origem natural.
Somente nas duas últimas décadas, segundo estimativas da própria ONU, houve três milhões de vítimas e prejuízos econômicos que ultrapassam vinte e três bilhões de dólares. Segundo a mesma fonte, as metas principais da Década Internacional são:
- otimizar as condições que cada País possui para minorar, com rapidez e eficácia, as conseqüências dos eventos danosos, dando ênfase à assistência aos países em desenvolvimento, avaliando eventuais danos no caso da ocorrência de desastres naturais, além de criar sistemas de alerta e desenvolver estruturas resistentes a tais desastres;
- estabelecer diretrizes e estratégias adequadas à aplicação do corpus técnico-científico já acumulado sobre o assunto, considerando, no entanto, as características culturais e econômicas de cada nação;
- estimular atividades científicas e técnicas tendentes a suprir lacunas críticas do conhecimento, e evitar ou reduzir o número de perdas de vida humanas e de bens materiais;
- difundir informações técnicas sobre medidas de avaliação, prevenção e diminuição dos efeitos dos desastres naturais existentes, como àquelas que sejam futuramente obtidas;
- tomar medidas de avaliação, prevenção e diminuição dos efeitos dos desastres naturais por meio de programas de assistência técnica e transferência de tecnologia, projetos de demonstração e atividades de educação e formação adaptadas ao tipo de desastre e local de sua ocorrência, ao final buscando aferir o alcance e eficácia de tais iniciativas.
Dentre os processos naturais mais comuns no Brasil estão os escorregamentos, as enchentes, as erosões e as secas, e destes o escorregamento é aquele que mais preocupa pelo número de vítimas fatais que gerou nas últimas décadas. Não há porém, nenhuma perspectiva de que essa situação se modifique, a curto prazo, uma vez que devido à crescente desigualdade sócio-econômica associada ao desemprego, à falta de moradia, à deseducação, etc., a ocupação de encostas sem os cuidados necessários tende a aumentar, levando a um conseqüente aumento do número de acidentes dessa natureza.
Com base nesta realidade, é necessária uma atuação preventiva de iniciativa pública ou privada, propiciando às famílias que moram em áreas de risco condições de "conviver com os riscos, em segurança".
Chuvas e deslizamento de terra
O início do período de chuvas aumenta os riscos de inundação, desabamentos de casas e deslizamentos de terra. Existem sinais claros para identificar e evitar as grandes tragédias. Postes, cercas e árvores que começam a inclinar mostram que o terreno está se movendo. Trincas nas paredes ou no chão e degraus, junto aos barrancos, são outro sinal de alerta.
Como prevenir-se das chuvas nas áreas de risco
Órgãos públicos a serem acionados
No Brasil, os escorregamentos destacam-se como o tipo de acidente de origem geológica mais comum que ocorre, principalmente no período das chuvas, quando muitos eventos dessa natureza tem ocorrido, causando acidentes em várias cidades, entre as quais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Vitória e Recife. Levantamento realizado pelo IPT revela que desde 1988 este tipo de sinistro vitimou mais de novecentas pessoas, nas principais cidades brasileiras. O fato se agrava e se torna mais preocupante em vista do aumento considerável da ocupação de encostas sem os cuidados necessários.
Segundo especialistas da Defesa Civil do estado de São Paulo, são diversas as causas principais do desabamento. Dentre elas, destacam-se as seguintes:
O trabalho da defesa civil se desenvolve em 4 fases: preventiva, socorro, assistencial e recuperativa. Seu sistema tem como objetivos principais planejar e promover a defesa permanente contra desastres, atuar na eminência e em situações de emergência e prevenir ou minimizar danos, socorrer e assistir populações atingidas e recuperar áreas afetadas por desastres.