Considerado um centro de referência em doenças do aparelho digestivo – na detecção e tratamento de câncer do aparelho digestivo e fígado –, o Gastrocentro da Unicamp está comemorando 35 anos de atividades. O reitor Paulo Cesar Montagner – que esteve na solenidade que marcou o aniversário –, lembrou a evolução do centro, que, no início dos anos 1990, era apenas um espaço de atendimento e, ao longo dos anos, transformou-se num dos mais importantes equipamentos de saúde do país.
“Quando vejo os jovens alunos chegando hoje à Unicamp faço questão de lembrá-los. Nem sempre foi assim, com equipamentos e laboratórios modernos. Este centro foi resultado do esforço de muita gente, por muito tempo”, contou o reitor, que, no final da cerimônia, participou de um ato de descerramento de uma placa comemorativa.

O funcionamento do Gastrocentro foi impulsionado por um acordo com a Japan International Cooperation Agency (Jica), em 1990, e tornou-se referência internacional na área de diagnóstico, no repasse de tecnologia e na transferência de conhecimentos.
“Quando o Gastrocentro começou o cenário era muito diferente do que encontramos hoje”, disse a coordenadora-geral da unidade, Ilka Ferreira Boin. “Começamos de forma simples, mas sempre com uma visão inovadora e com o espírito pioneiro que marcou a história dos nossos fundadores. E essa visão foi fundamental para que se pudessem estabelecer as bases que permitiram que essa unidade se transformasse numa referência no país”, acrescentou ela durante a cerimônia.
Segundo a coordenadora, a história recente do Gastrocentro tem sido marcada por um avanço extraordinário na tecnologia; com equipamentos modernos, novos métodos de diagnóstico terapêutico, além da ampliação de serviços. “No campo da pesquisa evoluímos de forma consistente. Contribuímos de maneira relevante com pesquisas importantes e ajudamos a desenvolver os nossos protocolos de pesquisa que fazem diferença, na prática, no Brasil”, disse. Segundo Boin, a prática no ensino também se fortaleceu. “Formamos profissionais que levam consigo a marca do conhecimento, da ética e do humanismo que caracteriza essa Casa”, afirmou.

A coordenadora lembrou ainda que o Centro desempenha papel essencial nos processos de formação e capacitação de profissionais que ganharam abrangência regional, nacional e internacional. A unidade realiza cerca de 700 exames gratuitos por mês.
Responsável pela Diretoria Executiva da Área da Saúde (Deas) da Unicamp, o professor Luiz Carlos Zeferino lembrou a necessidade de investimentos. Disse que, nos anos 1980 e início dos anos 1990, a Unicamp experimentou um surto de desenvolvimento na área da saúde – com a entrada em operação de estruturas como o Hospital das Clínicas, o Hospital da Mulher prof. dr. José Aristodemo Pinotti (Caism Unicamp), do Hemocentro e do próprio Gastrocentro. “Temos de pensar agora no futuro da área da saúde”, disse Zeferino, que é um dos integrantes do grupo que avalia a proposta de autarquização da área da saúde da Universidade.
A cerimônia de aniversário contou ainda com a presença do médico Salvador Afonso, que representou o prefeito de Campinas, Dario Saadi.
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