Os 40 anos da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp foram comemorados nesta quinta-feira (4 de dezembro) com a apresentação do Ginásio 2, novo espaço com três quadras poliesportivas, áreas para esportes diversos e um mezanino com duas salas. Em uma delas, funcionará o novo Centro de Pesquisa e Inovação em Equidade, Educação Física Inclusiva e Esporte Paralímpico, projeto selecionado pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). No total, o prédio conta com 3.959 metros quadrados.


O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, que já foi coordenador de graduação e diretor da FEF, destacou a importância da comemoração. “Cheguei na FEF em 1988, e é uma alegria comemorar os 40 anos da ‘minha casa’. Essa celebração transcende a mera marcação do tempo, é um reencontro emocionante com a memória de uma jornada acadêmica, e é sempre gratificante reencontrar tantas pessoas queridas”, afirmou.
Para Montagner, a FEF representa a consolidação de um projeto acadêmico que transformou a Educação Física em uma rica área de conhecimento. “Desde sua criação, em 1985, a Faculdade foi pioneira, rompeu barreiras, ampliou horizontes e contribuiu decisivamente para que a Educação Física se firmasse como área científica de maneira sólida, plural e essencial para o desenvolvimento humano”, ressaltou. “Com seus inúmeros projetos com a comunidade, promoveu ações de inclusão e se tornou exemplo da missão da universidade pública.”


O coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho, destacou os estudos com o paradesporto promovidos na FEF. “A Faculdade desenvolveu essa área de pesquisa em um momento em que não se dava muita importância aos esportes paralímpicos.” Também afirmou que, ao se aproximar de toda a comunidade, a FEF mostrou sua importância. “O esporte recupera pessoas, faz parte da saúde em seu aspecto geral e é fundamental como componente de qualidade de vida.”
O secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, participou do evento e enfatizou a importância da atuação da FEF no desenvolvimento do paradesporto. “A Faculdade deu o pontapé inicial para desenvolver os esportes inclusivos. Quando vejo crianças e jovens praticando esportes paralímpicos, vemos sua vibração, o brilho no olhar. O esporte proporciona isso, as pessoas se sentem, de fato, maiores e realizadas”, afirmou.
Ginásio em plena atividade
O diretor da FEF, Odilon José Roble, ressaltou que, em 2026, o novo ginásio poliesportivo estará em plena atividade. “É um espaço público, de todos. Está em planejamento um acordo com a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, uma área para a prática de e-sports, que é uma grande tendência, e outras novidades”, comentou.
Roble destacou que o projeto de construção do Ginásio 2 começou na gestão anterior. “Agradeço ao reitor Tom Zé [Antônio José de Almeida Meirelles], que esteve conosco nos três quartos da obra, e à atual reitoria, além de agradecer a todos que participaram desse projeto. Fui aluno da FEF, hoje sou diretor, a vida tem sido boa comigo, sempre tive muitas alegrias aqui. Acredito que a alegria sempre fez parte desse espaço, somos uma comunidade de fato.”
O presidente da comissão dos 40 anos da FEF, João Paulo Borin, destacou que, entre as atividades da celebração, está uma cápsula do tempo, que será aberta daqui a dez anos, com mensagens e depoimentos de quem faz parte da história da Faculdade. “O tempo aqui representa mais do que os anos que passaram, representa um período dedicado à construção de memórias significativas. A FEF é craque em valorizar cada um que passou por aqui e deixou sua marca.” Durante a cerimônia, a direção da Faculdade fez uma série de homenagens, promoveu um recital de música e apresentações de rúgbi em cadeira de rodas e de hip hop.
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