Conteúdo principal Menu principal Rodapé
Notícias

Equipes de internacionalização das universidades paulistas se reúnem para compartilhar experiências

Unicamp sediou o 1º Encontro de Internacionalização das Universidades Estaduais e Federais de São Paulo na última sexta-feira (12)

Integrantes de universidades estaduais e federais paulistas: canal de comunicação para aproximar equipes e fomentar colaborações
Integrantes de universidades estaduais e federais paulistas: canal de comunicação para aproximar equipes e fomentar colaborações

O compartilhamento de experiências e dificuldades  e a busca por alternativas coletivas para a internacionalização das universidades foram questões debatidas durante o 1º Encontro de Internacionalização das Universidades Estaduais e Federais de São Paulo, sediado na Unicamp, na última sexta-feira (12). 

O evento reuniu representantes da própria Unicamp, além da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal do ABC (UFABC). A expectativa é de que esses encontros ocorram regularmente, tornando-se um canal de comunicação para aproximar as equipes institucionais e fomentar colaborações. 

Segundo o diretor-executivo da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI) da Unicamp, Rafael Dias, o debate teve como foco a gestão da internacionalização nas universidades, um tema pouco frequente em eventos da área. “Tivemos a oportunidade de conhecer aspectos do dia a dia dos escritórios de relações internacionais”, disse. 

Dias destacou que, atualmente, não é possível pensar na produção de conhecimento e tecnologias sem as conexões internacionais. “Essas ações também permitem que as pessoas que estão nas universidades desenvolvam competências interculturais — na conexão com instituições de outro país, que falam outros idiomas, lidam com outros contextos e com outras legislações. E tudo isso favorece o nosso papel de formar pessoas para o mundo globalizado.”

O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, ressaltou a importância de que a internacionalização integre a cultura profissional e financeira da universidade. “Fazer internacionalização não é algo barato, mas o impacto é muito grande. E as nossas universidades estão muito sólidas nesse projeto”, afirmou. 

De acordo com o reitor, a política da Unicamp é pautada por uma internacionalização solidária e emancipatória, pela colaboração acadêmica simétrica e pelo fortalecimento das redes Sul-Sul — princípios que subsidiam também a articulação com as demais instituições paulistas. 

Montagner falou dos desafios e dos relevantes resultados apresentados pelas instituições de ensino superior brasileiras em nível global. “A legitimidade social das universidades tem sido questionada. Superar essa crise exige reconexão com a sociedade que nos financia e nos cerca e uma colaboração cada vez mais intensa entre nossas instituições, algo que certamente avançamos com esse evento.” 

Cooperação

Desafios comuns identificados incluíram  barreiras linguísticas (dificuldade de oferecer disciplinas em idiomas estrangeiros) e questões relativas ao financiamento e à governança da internacionalização nas universidades, entre outros. 

Para a secretária-geral de Relações Internacionais da Ufscar, Ducinei Garcia, as instituições federais e estaduais, apesar das suas estruturas diferentes,  enfrentam problemas comuns de interface com as unidades de pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão. “As ações que queremos promover — em termos de uma internacionalização socialmente referenciada, justa, democrática e de qualidade — ficam restritas a essa ‘bolha’, que são as secretarias e diretorias de relações internacionais.” Para a professora, o evento permite expandir essa discussão e enxergar possíveis soluções conjuntas.

O presidente do Escritório Internacional da USP, Sergio Proença, sugeriu, assim como outros participantes, a criação de uma rede de universidades públicas paulistas, como já ocorre em outros estados brasileiros. “É uma tendência mundial que potencializa as possibilidades de cooperação. Os canais de internacionalização das nossas universidades são ótimos para isso. Nós vimos, aqui, que temos complementaridades claras. Precisamos trabalhar realmente numa maior mobilidade dos nossos alunos com menor custo e mais eficiência”, afirmou. 

De acordo com o assessor-chefe de Relações Externas da Unesp, José Celso Freire Júnior, o próximo passo é o trabalho com parcerias internacionais estratégicas. “Um movimento comum, que demanda esforço para sua concretização, é a internacionalização Sul-Sul. Sem deixar de olhar para o Norte [global], mas ter uma internacionalização mais solidária, uma interação que enxergue o outro de igual para igual”, disse. 

Também participaram, representando suas universidades, o assessor de Relações Internacionais da UFABC, Dalmo Mandelli, e a diretora da Secretaria de Relações Internacionais da Unifesp, Karen Spadari Ferreira.

Ir para o topo